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A ressignificação do workplace na era pós-Covid



Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA


A pandemia de Covid-19 forçou boa parte das empresas a rapidamente adaptarem seus negócios. O home office, que ainda não era uma realidade para a grande maioria das organizações, se tornou uma constante para times das mais variadas áreas das companhias, em questão de poucos dias ou semanas.


Diante desse contexto vieram os desafios trazidos pela crise gerada pela disseminação do vírus, empresas precisaram enxugar o orçamento, com receio do que a crise econômica iria ocasionar aos seus negócios e também por não conseguirem avistar o fim da pandemia, que agora parece mais próximo. Naquele primeiro momento, ainda nos primeiros meses de isolamento, muitas empresas avaliaram que deveriam fechar suas sedes e implementar o home office, de forma definitiva, sem olhar para trás.


Mais de um ano se passou e estamos observando a movimentação de muitas empresas, que haviam abandonado suas sedes, retornando aos espaços físicos ou em busca de novos endereços para os seus negócios, mais amplos e flexíveis. Essa tendência nos mostra que aquela teoria de que os escritórios iriam acabar não se concretizou, e muito pelo contrário, os ambientes de trabalho ganharam e continuarão sendo relevantes para as organizações.


Nós podemos observar a tradução desse movimento de mercado em números na própria SiiLA. No SPOT, nossa plataforma de anúncios para imóveis comerciais, os escritórios e espaços de coworking no eixo São Paulo-Rio estão entre os anúncios mais acessados.


Podemos concluir que esse retorno das empresas aos escritórios se dá, principalmente, em função de aspectos organizacionais e culturais que as tecnologias que temos disponíveis ainda não são capazes de suprir. As sedes continuam sendo engrenagens fundamentais para as empresas e o espaço de trabalho, ou workplace, continuará sendo um essencial para a colaboração e disseminação da cultura organizacional.


A pandemia provou que é possível sim inovar à distância e que não é a presença física que dita o quanto somos capazes de ser produtivos. Porém, diversos estudos abordam os possíveis prejuízos do home office para nossa saúde mental e temos encarado isso diariamente durante a pandemia, com o excesso de videoconferências.


Nós, que acompanhamos na SiiLA o mercado de Real Estate há muitos anos, já vimos que, muitas empresas que chegaram a testar o modelo de home office antes mesmo da pandemia chegaram à conclusão de que o trabalho remoto não foi capaz de atender todas as demandas organizacionais.

Precisamos de um longo período de isolamento para concluir que é quando estamos juntos que as condições para nos superar, gerar novas ideias e negócios são exponencialmente maiores. As plataformas de videoconferência ainda estão longe – e que bom, de substituir o olho no olho, os momentos de descontração dos times e as saudosas conversas de corredor nos cafés das empresas.


Por todas essas razões, acreditamos que o futuro dos escritórios adicionará um desafio a mais aos recrutadores e profissionais de Recursos Humanos (RH) para atração, retenção de talentos, e engajamento dos seus colaboradores no trabalho híbrido. Os RHs terão de desenvolver estratégias e soluções para workplaces mais amigáveis, que tendem a ser mais informais, com espaços abertos e definitivamente, sem o apego das estações fixas de trabalho.


Os escritórios tendem a se tornar um pedaço da casa dos colaboradores. Teremos cada vez mais empresas adotando políticas pet friendly, com o afrouxamento de modelos de dress code e horários de entrada e saída flexíveis para os colaboradores poderem realizar sua jornada de trabalho de forma combinada entre os modelos home office e presencial – o que dará a opção de escapar dos horários de pico do trânsito das grandes capitais, garantindo rotinas mais saudáveis para combinar trabalho e vida pessoal conforme as suas necessidades.


Em suma, as empresas precisarão responder às novas necessidades dos colaboradores e à crescente demanda por ambientes de trabalho capazes de proporcionar cada vez mais bem-estar para os times, que também sejam atraentes, flexíveis, equilibrando a seriedade do mundo corporativo com a descontração necessária para a inovação acontecer. Acredito que o workplace do futuro combinará o que há de melhor e conveniente no home office com o trabalho in the office, unindo colaboração e realização.

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