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Após crescer 6,6%, setor de cimento vê cenário difícil



Valor Econômico

A indústria cimenteira do país chegou ao fim de 2021 com vendas de 64,7 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 6,6%. O desempenho foi puxado pela autoconstrução, pelas obras imobiliárias e pelo início de recuperação da infraestrutura. Isso permitiu que o mercado do insumo da construção voltasse ao patamar de 2015, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Para 2022, a previsão é cautelosa: de estagnação a uma expansão de até 0,5%.

O crescimento de vendas nos últimos três anos vem trazendo alívio ao setor, pois, de um lado, houve recuperação de 58% das perdas do período 2015-2018. Já de outro, ainda levará tempo para repetir o recorde de 72 milhões de toneladas de demanda em 2014, na avaliação do presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna.


“Manter 65 milhões de toneladas [previsão de vendas para este ano] não será tarefa fácil”, disse Penna ao Valor, citando o cenário de inflação e juros em alta, de perda de renda da população, de endividamento das famílias, desemprego na casa de 13% e um ano de eleições no país que sinalizam ser de muita radicalização.


A autoconstrução manteve-se como motor da demanda, porém “começou a perder fôlego a partir do segundo semestre”, disse o executivo. De lá, até o fim do ano, o índice de confiança do consumidor, da indústria e do empresariado também mostrou retração.

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