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Após embate sobre ESG, gestora Atmos entra na mira por briga de shoppings



Estadão


A gestora carioca Atmos causou polêmica por sua visão sobre os investimentos ESG (sigla para ambiental, social e governança, do inglês). Em carta recente, a gestora defendeu seu investimento na Eneva, geradora de energia à base de carvão, o combustível mais poluente. A carta levou Fabio Alperowitch, fundador da gestora FAMA e maior especialista em ESG do mercado financeiro brasileiro, a criticar o posicionamento da Atmos. Depois do embate, o investimento da Atmos na empresa de shoppings BrMalls será o próximo a ser olhado com lupa.


Nos bastidores, a gestora, dona de 5% das ações da BrMalls, tem sido apontada como a maior oponente da ideia de convocar uma assembleia de acionistas para votar a proposta de fusão feita pela Aliansce Sonae, em janeiro. A gestora é muito próxima da diretoria da BrMalls – da qual é, inclusive, vizinha de prédio no Leblon.


A postura da Atmos tem causado duras críticas de outros investidores. A visão é que a gestora e a própria empresa querem impedir que os demais acionistas votem se querem ou não a fusão. Outras gestoras, como Truxt, Oceana, Miles e SPX, defendem a convocação da assembleia.


O conselheiro da BrMalls, Mauro Cunha, que por anos foi o comandante da Amec, associação que representa os acionistas minoritários, defendeu a postura do conselho da empresa em não convocar a assembleia, em postagem em sua rede social, afirmando que o colegiado da companhia “irá sempre tomar as melhores decisões para seus acionistas”. Sua postagem recebeu, rapidamente, o embate de minoritários que querem votar a proposta.

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