Receba nossa newsletter

 Instagram feed

Bancos de Wall Street querem voltar à rotina exaustiva no escritório, mas funcionários, não

The New York Times



Wall Street está em clima de revolta. Em todo o setor financeiro, em grandes e pequenas empresas, os empregados estão demorando para voltar ao escritório. Funcionários de Wall Street, para quem trabalhar em casa antes seria incompreensível, agora não conseguem se imaginar voltando ao escritório em tempo integral. Pais continuam preocupados com a transmissão do coronavírus aos filhos. Moradores de subúrbios estão irritados com a ideia de ter de retomar aquelas longas viagens. E muitos funcionários mais jovens preferem trabalhar remotamente.


A relutância em retornar às minúsculas estações de trabalho no escritório não é exclusiva do setor financeiro. Em todo o país, empresas estão lutando contra as demandas por flexibilidade de seus funcionários, à medida que a pandemia remodela o futuro do trabalho. Mas em Wall Street - conhecida por sua cultura agressiva que valoriza o tempo e as longas horas de trabalho e onde a resistência é celebrada - é notável.


Um dos motivos: os bancos da Wall Street registraram lucros e receitas recordes durante a pandemia, à medida que o auxílio monetário do governo ofereceu suporte aos consumidores presos em casa e as empresas procuraram fazer negócios, provando aos banqueiros e corretores que tinham pouca necessidade de trabalhar fora do escritório da maneira como costumavam.


Os números de presença são baixos. O setor financeiro emprega 332.100 pessoas na cidade de Nova York. Em outubro, apenas 27% dessas pessoas vinham diariamente, de acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Partnership for New York City, grupo de defesa de negócios.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube