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BR Properties vende ativos para reduzir dívida

Valor Econômico



O acordo para a venda de doze torres comerciais e dois terrenos da BR Properties para a Brookfield, assinado na quarta-feira, deve gerar resultado líquido de impostos de R$ 5,5 bilhões, a maior venda já feita pela empresa. O valor será usado para pré-pagar ao menos parte da dívida da companhia, de R$ 2,1 bilhões na forma líquida.


O racional para a venda, de acordo com o presidente Martin Jaco, foi avaliar que o portfólio da companhia estava maduro e com condições de gerar ganho de capital, enquanto o aumento da taxa de juros elevava a dívida da empresa. “O custo financeiro corrói nosso resultado, mas os financiamentos estavam preparados para serem pré-pagos, só que, para isso, precisamos de caixa” disse, em entrevista ao Valor. A expectativa da BR Properties é virar o caixa, passando a ter resultado positivo.


A parcela do resultado da transação que será distribuída em dividendos aos acionistas ainda será estudada. O restante deverá ser investido em galpões industriais e mantido no caixa. Mais da metade do portfólio da BR Properties está incluído na transação, e a empresa não tem a intenção de recompô-lo no curto prazo, ressaltou Jaco em teleconferência. “O próprio mercado não está fácil, então vamos manter esse volume durante um prazo”, disse. Após a aprovação da venda, serão discutidos novos investimentos em imóveis e terrenos ou o fechamento de capital.


A operação inclui seis empreendimentos de escritório em São Paulo - todo o portfólio do segmento na cidade -, um em Alphaville, um em Brasília e quatro torres no Rio de Janeiro, somando área bruta locável (ABL) de 385,4 mil metros quadrados. Os dois terrenos ficam em São Paulo, com ABL de 9,3 mil metros quadrados. Agora, o segmento industrial, que inclui os galpões logísticos e terrenos para essa finalidade, soma a maior área do portfólio da companhia. Segundo Jaco, a venda também faz com que a empresa elimine 100% da vacância de escritórios, reduzindo custos.


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