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Bresco tem planos de dobrar seu portfólio de galpões em 3 anos

Valor Econômico


A Bresco - uma das maiores desenvolvedoras e gestoras de galpões do país - mantém seus investimentos de R$ 700 milhões anunciados para este ano e fará aportes superiores a R$ 1 bilhão em 2022. Os recursos fazem parte de desembolsos da empresa para ter, daqui a três anos, portfólio de ativos duas vezes maior do que o atual, de R$ 3,2 bilhões. A Bresco não possui vacância em seus galpões e já adquiriu terrenos para a maior parte dos novos projetos.


Sem informar o total de investimentos necessários para dobrar seu portfólio, Carlos Betancourt, presidente da empresa de propriedades comerciais, conta que há disponibilidade de recursos e que as apostas no longo prazo estão mantidas, apesar do cenário adverso de curto prazo, com inflação e juros em alta.


Fundada há dez anos, a Bresco teve, desde sua criação, os fundadores da Natura - Guilherme Leal, Pedro Passos e Antônio Luiz Seabra - como sócios majoritários. Betancourt e outros investidores, com nomes não divulgados, também entraram no capital da empresa na sua constituição. Com o tempo, a Bresco agregou outros sócios, como a gestora Jaguar Growth Partners, o Goldman Sachs e a Perfin, fundada por José Roberto Ermírio de Moraes Filho. A empresa de galpões tem hoje mais de 50 mil investidores.


“Estamos muito capitalizados, e a Bresco sabe analisar ciclos imobiliários”, afirma Betancourt. Com 59 anos, o executivo está no setor há 35 anos. Segundo ele, há uma parcela dos participantes do mercado com foco nas taxas de retorno, mas sem avaliar, da forma necessária, a qualidade dos ativos e a capacidade de expansão do segmento. “Não estamos surfando na onda da logística por ser a bola da vez ou porque o vento está a favor. Há ‘players’ novos, sem muita experiência”, diz o executivo.