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brMalls vai ao Cade para tentar barrar Aliansce no conselho



Exame


Uma vez que a Aliansce Sonae segue com uma estratégia de guerra, na tentativa de levar adiante a proposta duplamente recusada de combinação de negócios, a brMalls decidiu mostrar um pouco de sua artilharia também. A companhia apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na noite de ontem um pedido para que os poderes políticos da Aliansce sobre os 10,8% de seu capital sejam bloqueados até que o órgão avalie a transação.


O motivo de a brMalls adotar esse movimento é porque a dupla Aliansce Sonae mais o fundo de pensão canadense CPPIB se tornou o maior acionista da companhia e vem reiterando que pretende exercer ativismo societário e alterar a composição de seu conselho de administração — ou até mesmo apresentar uma chapa inteira.


A brMalls aponta ao Cade que quem deveria ter submetido a transação ao órgão seria a própria Aliansce Sonae, após alcançar uma fatia de 5%. Desde 2012, o Cade determina que transações em mercado entre companhias concorrentes sejam notificadas.


As aquisições começaram a ocorrer em dezembro, mesmo mês em que a Aliansce sugeriu a discussão de uma fusão, e foram aumentando progressivamente. Dos 10,80% detidos pela dupla Aliansce e pelo CPPIB (seu maior acionista) cerca de 8% estão alocadas no fundo Regatas, veículo da Aliansce. Ou seja, é o caixa da empresa que está sendo utilizando na transação.

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