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Brookfield navega ciclos e vê Brasil como oportunidade

Valor Econômico



Com R$ 135 bilhões em ativos sob gestão no Brasil, a Brookfield não planeja diminuir o passo no mercado local. A gigante canadense tem R$ 33 bilhões em investimentos contratados até 2023, a despeito do freio macroeconômico e do potencial de ruído das eleições em 2022. Só neste ano, os desembolsos somam R$ 11 bilhões.


Com um portfólio que contempla negócios ligados a infraestrutura, energia renovável, ativos imobiliários e private equity, intempéries econômicas e os diferentes ciclos políticos pesam pouco nas decisões, segundo Henrique Martins, CEO da Brookfield no Brasil. “A gente gosta de investir em ativos reais, em tijolo, tem a filosofia de investir na espinha dorsal da economia, para o longo prazo.”


Em escritórios, o grupo detém cerca de 291 mil metros quadrados de área locável e outros 120 mil em desenvolvimento. Um dos lances recentes foi a aquisição de 70% do edifício corporativo que será construído entre a Rua da Consolação e a Alameda Jaú. No ano passado, levou 100% do complexo O Parque, de escritórios e centro de conveniência próximo ao Shopping Morumbi. O Passeio Paulista, com fatia de 69% adquirira da Fibra Experts, tem previsão de entrega para o fim de 2022.


Outro negócio em que o grupo aposta globalmente são os investimentos que financiam a transição econômica para o carbono zero. A área é liderada pelo ex-presidente do Banco Central da Inglaterra e do Canadá Mark Carney. Numa primeira rodada, a gestora levantou US$ 7 bilhões, volume que “vai dobrar nos próximos meses”, diz Martins. “Os próximos fundos vão trazer isso para o investidor de alta renda e para o Brasil também.”