Receba nossa newsletter

 Instagram feed

BTG vê chance de entrar na Braskem comprando dívidas



Valor Econômico

Após a fracassada tentativa da venda da Braskem e a suspensão da oferta subsequente de ações (“follow on”) na B3, a Novonor (ex- Odebrecht) voltou a avaliar alternativas para se desfazer da petroquímica. O Valor apurou que o BTG Pactual teria interesse em comprar as dívidas da holding junto a bancos credores, que têm as ações da Braskem em garantia. Ao mesmo tempo, conversas com fundos de investimento e empresas concorrentes foram retomadas para a venda da companhia ou de alguns de seus ativos, segundo fontes.


O BTG Pactual e fundos especializados em comprar dívidas de empresas em crise financeira voltaram a conversar com a Novonor, que busca gerar liquidez aos seus papéis. A área de “special situation” do banco de André Esteves teria interesse em comprar os débitos que estão nas mãos do Banco do Brasil (BB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, Itaú e Santander, desde que as instituições financeiras concordem em conceder um polpudo desconto, segundo uma fonte a par do assunto.


Segundo uma fonte, a mais recente proposta do BTG foi apresentada indiretamente à Novonor, via comando da Braskem. Ainda não há uma oferta formal na mesa. Para que as negociações sigam adiante, é preciso ter um alinhamento dos acionistas da companhia com os bancos. Nenhuma dessas instituições poderia vender sua parte individualmente.


Não é a primeira vez que fundos e bancos especializados em “special situations” procuram a Novonor para tentar negociar a compra de dívidas da holding, que é dona é de 38,3% do capital total da petroquímica, e, a Petrobras, 36,1%. A Braskem tem hoje valor de mercado de R$ 35 bilhões e é o principal negócio do grupo baiano, que entrou em recuperação judicial em junho de 2019, com R$ 100 bilhões em dívidas.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
INSCRIÇÕES ABERTAS.gif