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Busca por galpões segue elevada e puxa investimento



Valor Econômico

O segmento de galpões terá, em 2022, mais um ano aquecido, com investimentos bilionários e demanda elevada por locação de áreas. Empresas de comércio eletrônico, varejistas e indústria farmacêutica seguem na linha de frente nas contratações de espaços, e há busca por áreas para armazenagem, troca e distribuição de produtos desde a capital paulista - maior mercado do país - até outras praças, como Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

Na percepção de Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, após a redução da taxa de vacância de galpões, o próximo efeito da demanda aquecida será a elevação de preços de locação. Diante do elevado novo estoque esperado para o mercado brasileiro, porém, pode haver algum aumento da fatia de espaços vagos em relação ao total.

“O ano começa com entrega programada de 3,7 milhões m2, no Brasil, volume recorde, superando o de 2021. Mesmo que o total seja reduzido para 2,6 milhões de m2, a taxa de vacância tende a subir um pouquinho”, diz Nicastro. É comum, segundo ele, haver ajuste do total inicialmente anunciado. Em 2021, a projeção inicial de novo estoque de galpões era de 3,38 milhões de m2, mas o volume foi reduzido para 2,2 milhões, de acordo com o CEO da SiiLA.

Frente à demanda aquecida, desenvolvedoras de galpões seguem apostando somas elevadas no incremento de seus ativos. A Bresco, por exemplo, projeta investir R$ 1 bilhão, neste ano, como parte do planejamento para ter, em 2024, portfólio de ativos duas vezes maior do que o de R$ 3,2 bilhões, registrado em 2021.

O consórcio formado por Credit Suisse, BTG Pactual, Construtora São José e Fram Capital, o qual vai desenvolver o parque de galpões a ser erguido no terreno que pertenceu à Ford, em São Bernardo do Campo (SP), estima começo das entregas do empreendimento em um ano e conclusão em 2024. Os investimentos totais na compra do terreno, obtenção de licenças e em obras somam R$ 1,3 bilhão.

A Log Commercial Properties é a empresa de galpões com maior diversificação geográfica do país. Considerando-se empreendimentos prontos e obras em curso, está presente em 39 cidades. Para este ano, a companhia estima investimentos de, aproximadamente, R$ 900 milhões. “Teremos um ano bem ativo, com investimentos e receita recordes. Vamos entregar quase 500 mil m2 de ABL [área bruta locável], a maior parte com obras já iniciadas”, diz o presidente da Log, Sergio Fischer. Do total a ser concluído, fatia de 70% a 80% já está locada.

Para o fundador da Barzel Properties Gestora de Recursos, Nessim Sarfati, há risco de excesso de oferta de galpões, daqui a dois anos, considerando-se que avanços tecnológicos para a movimentação de cargas podem resultar na necessidade de menor quantidade de m2. “Mas ainda há um fôlego grande para absorção de galpões”, diz Sarfati.

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