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Câmara dos Vereadores aprova projeto Reviver Centro, que busca revitalizar área central do Rio

Extra - O Globo



Após discutirem durante toda a tarde desta terça-feira, dia 22, o projeto Reviver Centro, os vereadores aprovaram no final da noite o pacote de medidas da prefeitura para incentivar a ocupação da região central do Rio, esvaziada ainda mais durante a pandemia. No total, foram apresentadas 126 emendas, sendo que 51 acabaram incluídas. O texto — já com as propostas que passaram pelo crivo da Câmara Municipal — recebeu 36 votos favoráveis e dez contrários, sem abstenções. Pelos cálculos da prefeitura, em dez anos, o Reviver Centro poderá elevar em cerca de 20% a população na área, hoje de cerca de 42 mil habitantes, de acordo com o IBGE.


O ponto mais polêmico apresentado pelo Executivo, e que passou na votação, envolvia a chamada Operação Interligada. A meta da operação é atrair investidores: os que fizerem obras para erguer ou reconverter imóveis no Centro e na Lapa poderão, mediante pagamento de contrapartida ao município, fazer construções com mais pavimentos no Leme, em Copacabana, em Ipanema e em áreas nobres da Zona Norte. Cerca de 500 imóveis, dos quais 200 na na Zona Sul, poderão sofrer intervenções dentro das novas regras estabelecidas.


— O que sempre faltava ao Centro era o componente econômico. O retrofit é muito desafiador, o custo é alto e segue uma lógica de reforma. Há pouca produção de retrofit no Brasil e no Rio. E o mercado imobiliário da cidade ou procura áreas que já são valorizadas ou grandes espaços na Zona Oeste. Tem sido assim nos últimos 20 anos, enquanto a produção no Centro é nula — afirmou o secretário municipal de Planejamento Urbano, Washington Fajardo, após a aprovação do pacote, defendendo a Operação Interligada, que foi alvo da oposição. — O objetivo de Reviver Centro é aumentar oferta e a demanda. Tivemos a preocupação de procurar um desenho urbanístico que atraia famílias, não só criando estúdios e lofts, com a reconversão de prédios comerciais e também sobrados e prédios históricos.


Devido à grande quantidade de emendas apresentadas, as negociações antes da votação foram complexas. As emendas foram dividas em blocos, sendo que cerca de 70 tinham posição desfavorável do governo, formando um único grupo que acabou rejeitado pela maioria. O secretário municipal de Governo e Integridade Pública, Marcelo Calero, acompanhou pessoalmente as discussões na Casa.

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