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Com Amazon, Ceará prevê atrair e ampliar cerca de 20 centros de distribuição em 2022

Diário do Nordeste


Após a vinda da Amazon em outubro deste ano, novos centros de distribuição (CDs) devem chegar ao Ceará em 2022. Segundo o secretário executivo do Comércio, Serviço e Inovação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Julio Cavalcante, o Estado está em negociação para a chegada ou ampliação de cerca de 20 complexos logísticos no ano que vem.


De acordo com Cavalcante, o governo tem tomado uma postura ativa para atrair empresas de outros estados e multinacionais para o Ceará, no momento em que o Nordeste se mostra como uma região potencial para expansão de negócios. A atração de centros de distribuição também é importante para a geração de emprego local.


Com o avanço do e-commerce, os centros de distribuição se tornaram estruturas ainda mais importantes para que as empresas possam chegar aos clientes de forma mais rápida.


Para o secretário, a chegada da Amazon no Estado deve atrair concorrentes para o Estado, na corrida de entregar produtos o mais rápido possível aos consumidores. Ele afirma também que a Sedet está em conversa com grandes players do mercado que devem instalar estruturas semelhantes a partir do ano que vem.


BAIXA VACÂNCIA

O movimento de crescimento no número de centros de distribuição no Estado reflete na baixa vacância de condomínios logísticos. De acordo com o CEO da SiiLA - empresa que monitora o mercado imobiliário na América Latina -, Giancarlo Nicastro, a taxa de vacância no Ceará está em 0,33%. No Ceará, o monitoramento começou em 2018, quando a taxa de vacância era de 6%.


Nicastro explica que o mercado de condomínios logísticos do Estado não é grande, mas é “bom”, com baixa rotatividade. A maior procura por condomínios logísticos tem acontecido em todo o País.


“A pandemia acelerou a forma como se consome grande parte das coisas, hoje se compra até pilha na internet. Coisas que são mais do dia a dia estão migrando para o mercado online. Automaticamente sai das lojas físicas para os imóveis logísticos”, frisa.


A vacância próxima de zero é explicada pela expansão de empresas e a chegada de novas. A Amazon ocupou 30 mil m², 10% de todo o mercado cearense, segundo ele.


Giancarlo detalha que ainda há espaço para crescer, mas as empresas que vierem para o Ceará podem ter de esperar um período de tempo maior para começar a instalação.


“A gente tem monitorado para o ano que vem mais 50 mil m² que devem ser entregues e até 2025 mais 75 mil m². Tem para onde crescer, tem terrenos, mas não adianta construir tudo de uma vez porque quando tem mais oferta que demanda afeta a rentabilidade dos ativos. Vai indo conforme o mercado vai aceitando”, justifica.

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