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Com custos em alta, redes gastam mais em lojas e TI

Valor Econômico



Mais de dois anos após o início da pandemia, as varejistas retomam investimentos em abertura de lojas e compra de terrenos ao mesmo tempo em que vêm elevando os desembolsos no braço digital - negócio que tem sustentado parte dos resultados do setor. Isso aumenta a necessidade de as cadeias ampliarem os seus gastos no ano, num cenário em que já exisem novas pressões sobre os custos de construção dos pontos. Houve um aumento de até 50% no valor de uma loja nova neste ano, em relação a 2020 - num ambiente de recursos mais caros no mercado.


Levantamento realizado pelo Valor mostra que os investimentos de 15 varejistas de capital aberto - considerando aquelas com dados disponíveis entre 2019 e 2022 - atingiu R$ 1,9 bilhão de janeiro a março deste ano, 35% acima do verificado no início de 2019, ano anterior à crise sanitária, quando a soma alcançou R$ 1,4 bilhão. A pesquisa considerou os valores reportados pelas cadeias nos balanços trimestrais. Ao se levar em conta o ritmo de expansão anual da década, a projeção era que esse número fosse alcançado um ano atrás, mas a pandemia congelou os investimentos. Esse atraso acaba aumentando a necessidade de acelerar projetos, apesar do ambiente de consumo incerto e alta dos juros encarecendo o capital.


“O que volta a acontecer é uma alocação maior de recursos para expansão orgânica, porque não dá para manter muito tempo essa parte do negócio só no oxigênio, na UTI, como estava. E loja é fundamental na estratégia da venda on-line hoje. Mas acontece que os desembolsos em logística, distribuição e sistemas já cresceram em 2020 e 2021, e também é um investimento que precisa ser acelerado”, disse Alberto Serrentino, sócio e fundador da Varese Retail.


“Neste momento, essa gestão dos investimentos está bem mais complexa dentro das diretorias. Uma coisa é você investir num céu de brigadeiro, outro é com o CDI no patamar em que está. As análises de retorno do capital no ambiente atual ficaram mais críticas, mas ninguém duvida que é preciso voltar a ocupar novos espaços”.


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