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Com receita bilionária, empresa familiar de logística prepara aquisições



Estadão


Com negócios voltados para logística, inclusive o chamado last mile (chegada da encomenda na casa do comprador), a brasileira MOVE3 separou R$ 70 milhões para a automação de seu novo centro de distribuição em São Bernardo do Campo (SP). Com previsão de receita de R$ 1,1 bilhão em 2022, a companhia – que tem na carteira de clientes grandes empresas como Itaú, Nubank, Arezzo, Havaianas e indústrias farmacêuticas – também reservou R$ 50 milhões para possíveis fusões e aquisições ainda este ano e ocupar a posição de consolidadora de um mercado em crescimento e altamente disputado.


A MOVE3 nasceu há 26 anos fazendo entregas de vale-refeição, quando o benefício ainda era distribuído em papel. Evoluiu para a entrega de cartões de crédito, num momento em que o item não demandava senha por parte do usuário e, portanto, sua distribuição envolvia alto nível de segurança. Hoje uma holding com cinco empresas, a MOVE3 é presidida pelo filho do fundador, Guilherme Juliani, e faz entregas de diversos tipos.


Inteligência artificial


Em 2021, a companhia fez 100 milhões de postagens por meio de um modelo de franquia: são 394 espalhadas pelo País, além de 8 centros de distribuição (CDs) e cerca de 320 clientes ativos. A aposta para fugir da concorrência pesada, especialmente de asiáticas, é a tecnologia. O investimento em seu novo CD incluiu a compra de 200 robôs, em um sistema com inteligência artificial para modernizar os processos.


Segundo Juliani, a MOVE3 criou há um ano a área para avaliar fusões e aquisições e, hoje, já tem memorando de entendimento (MOU) assinado, bem como uma “fila” para avaliação. O capital para aquisições e investimentos deve vir, em parte, de caixa próprio e, o restante, de emissão de debêntures. O objetivo é competir com os preços extremamente baixos da nova concorrência que está chegando ao País.

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