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Coworkings apostam em bairros fora do centro e próximos de onde vivem os funcionários

Estadão



Com a pandemia mostrando sinais de controle no horizonte, as empresas começam a planejar a volta aos escritórios. Porém, o retorno está sendo desenhado de maneira híbrida, com a divisão entre dias em casa e outros trabalhados na sede. Ao mesmo tempo, muitos funcionários não querem mais abrir mão de um tempo perdido no trânsito.

Com isso, a tendência do mercado deve ser de, cada vez mais, espaços de coworking em bairros mais afastados das regiões centrais – e mais próximos das residências dos empregados.


De acordo com pesquisa global da consultoria JLL, 66% das pessoas querem um modelo híbrido e ainda trabalhar em lugares diferentes de casa e da sede da empresa. E os coworkings aparecem como opção para mais da metade delas. Isso tem feito com que o setor, que viu a receita despencar cerca de 50% na crise, comece a se animar com uma retomada.


A rede de coworkings Regus, controlada pela IWG, é uma das empresas que estão de olho nesse filão. A companhia já abriu espaços no bairro da Lapa, na zona oeste, e também em Santo Amaro, na zona sul. Com 70 unidades no total, a meta de Tiago Alves, CEO da Regus, é inaugurar 30, sendo todas franquias.


Com o risco diluído com um investidor, a ideia é abrir em espaços mais distantes dos grandes centros, como nos municípios de Cotia e Osasco, na região metropolitana de São Paulo.


“Como há muitos imóveis vazios, muitos proprietários nos procuravam para dar um viés diferente para eles e, aí, a expansão fica acelerada”, diz Alves.

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