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Crise na China afeta logística no Brasil



Valor Econômico


O “lockdown” na China já começa a afetar o transporte marítimo no Brasil. Exportadores têm sofrido com aumento nos fretes e dificuldades para escoar os produtos na rota Brasil-Ásia - principalmente aqueles que dependem de contêineres refrigerados, como a indústria de carne. Na importação, atrasos e cancelamentos de viagens já indicam que haverá novos gargalos logísticos nos próximos meses.

Neste momento, a situação é mais grave para a exportação, devido ao congestionamento nos portos chineses, principalmente no de Xangai, que concentra os principais terminais de contêineres do mundo. Sem espaço para armazenamento e sem tomadas disponíveis para contêineres, algumas empresas de navegação interromperam os pedidos de cargas refrigeradas ou têm desviado os navios para outros portos chineses - que, por sua vez, também começam a ficar lotados, gerando um efeito-cascata.


Com isso, os fretes na rota de exportação do Brasil para a Ásia, que já estavam em um patamar elevado, subiram mais. Neste mês, o valor chegou a US$ 6.800 por contêiner refrigerado de 40 pés, no mercado de curto prazo - antes da pandemia esse valor girava entre US$ 3.000 e US$ 4.000. Na comparação anual, a alta foi de 58%, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados da consultoria Solve Shipping.


Na importação, os fretes não foram afetados até o momento, mas a expectativa é que os preços, que vinham em queda, voltem a subir nos próximos meses. Em abril, o valor estava em US$ 5.300 por contêiner de 20 pés, segundo a CNI. Trata-se de um patamar ainda alto para a série histórica, mas bem abaixo dos picos históricos registrados recentemente.

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