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Custo alto e busca por margem mudam condições no marketplace



Valor Econômico

A escalada dos juros, o aumento nos custos de logística e a necessidade de as empresas recuperarem alguma rentabilidade vêm levando a uma onda de reajustes nos marketplaces - plataformas de venda de produtos de lojistas. As varejistas, donas desse negócio, cobram pelos serviços que oferecem. Os subsídios atrelados ao frete estão sendo reduzidos e as taxas de comissão sobre as vendas estão subindo.


Os parcelamentos sem juros também encolhendo, e ainda deve começar, nos próximos meses, a cobrança de tarifas até então isentas. Alguns desses anúncios foram feitos aos lojistas nas últimas semanas, e passam a valer neste ano. As medidas variam de empresa a empresa, mas envolve a maioria das grandes plataformas - Mercado Livre, Via e Amazon -, apurou o Valor junto aos vendedores.


Para consultores, pode ser um sinal de uma maior racionalidade na gestão dos negócios, após as empresas perderem muito valor de mercado na bolsa, e depois da forte competição que afetou as margens de algumas companhias.


As mudanças podem encarecer o preço final ao consumidor, num momento em que a inflação do segmento digital já supera a inflação oficial. Lojistas ouvidos afirmam que terão que fazer reajustes. A inflação no on-line foi de 18,8% de janeiro a outubro do ano passado, acima do IPCA e do IGP-M.

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