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Demanda por galpões logísticos mantém-se aquecida

Valor Econômico



A demanda por galpões por parte de empresas de comércio eletrônico segue bastante aquecida, mas já há quem comece a se preocupar com a possibilidade de excesso de oferta de empreendimentos no Estado de São Paulo, onde está concentrado o maior mercado consumidor e a maioria do estoque de projetos prontos e em desenvolvimento. Com o forte aumento da procura por áreas desde o início da pandemia de covid-19, os investimentos na produção de galpões se aceleraram.


Segundo o presidente da empresa de pesquisa do mercado imobiliário comercial SiiLA Brasil, Giancarlo Nicastro, dos 856 mil m2 de galpões com previsão de entrada no mercado paulista, no quarto trimestre, apenas 40% estão pré-locados. Para 2022, a SiiLA estima recorde de entrega de empreendimentos, no Estado de São Paulo, no total de 2 milhões de m2. Na avaliação do executivo, a esperada conclusão de quase 3 milhões de m2, em 15 meses, é um ponto de alerta e poderá resultar em revisão para baixo dos investimentos em curso.


O presidente da SiiLA ressalta que, ao mesmo tempo que a concorrência por inquilinos de galpões tende a aumentar à medida que os empreendimentos forem finalizados, o custo de construção segue crescente e, diante das altas das taxas de juros, a rentabilidade do segmento pode não ser a esperada por desenvolvedores e investidores.


Nicastro chama a atenção ainda para os momentos distintos vividos pelo segmento de galpão logístico em São Paulo e no restante do país. Enquanto outros Estados começam a receber empreendimentos com as chamadas “grandes naves”, 80% de quem busca a SiiLA para informações sobre esse setor quer informações de locais, na capital paulista, para “last mile”, ou seja, sobre o último ponto de armazenagem do produto antes da entrega aos consumidores. Em geral, esses pontos são adaptações de imóveis já existentes.

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