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Desemprego cai, mas renda atinge o menor valor em quase dez anos

Valor Econômico



A taxa de desemprego teve queda substancial no terceiro trimestre, com o avanço da vacinação contra a covid-19 e o aumento da mobilidade, mas a renda média do trabalho atingiu o menor valor para o período em quase dez anos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto divulgou uma nova série da pesquisa, reponderada para resolver o vieses provocados pela baixa taxa de resposta das entrevistas por telefone realizadas ao longo da pandemia.


Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 12,6%, menor que a do segundo trimestre, de 14,2%, e abaixo também da registrada no mesmo intervalo no ano passado, de 14,9%. O país ainda tem 13,5 milhões de desempregados. A população com algum tipo de ocupação - 93 milhões de pessoas - cresceu 4% sobre o período de abril a junho e aumentou 11,4% sobre o mesmo intervalo em 2020.


Na contramão, o rendimento real habitual dos ocupados caiu 11,1% em termos reais para R$ 2.459, na comparação com o mesmo período do ano passado e recuou 4% em relação ao segundo trimestre. Antes, o menor valor para o período de julho a setembro havia sido registrado em 2012, de R$ 2.462.


Cosmo Donato, economista da LCA Consultores, observa que, para efeitos de massa de rendimentos da população, a queda na renda anulou o aumento na ocupação. “Vemos um cenário de renda estagnada desde o fim do ano passado. Não tem mais auxílio emergencial, o Auxílio Brasil não é amplo. Há um cenário muito difícil daqui para frente, em que teremos pessoas ocupadas, mas com empregos de qualidade ruim.”

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