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Devoluções marcam o 3º trimestre no mercado de escritórios de SP

Prolongamento da pandemia acelerou saídas de inquilinos de grandes áreas na cidade no 3º trimestre, revela SiiLA


Da redação



O mercado de locação de imóveis corporativos de São Paulo vive um momento de alerta e que deve continuar no curto prazo. No entanto, há expectativas positivas em relação ao futuro, com a perspectiva de volta aos escritórios, mesmo que em regime híbrido. No terceiro trimestre de 2021, São Paulo registrou devoluções consideráveis de áreas de escritórios, revela o monitoramento da SiiLA, multinacional com atuação em dados e análises do mercado imobiliário da América Latina. O impacto desse cenário foi grande: o saldo entre as novas locações e devoluções (absorção líquida) fechou com 59.921 m² negativos, considerando os empreendimentos de Classes A+, A e B em todas as regiões comerciais mapeadas pela plataforma na cidade.


“Os escritórios estão sofrendo bastante, mas acreditamos que no longo prazo haverá uma acomodação. A tendência é que as pessoas voltem para os escritórios, ainda que no modelo híbrido. As empresas precisam das suas sedes”, avalia Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.


Praticamente todas as saídas aconteceram nas chamadas zonas primárias (ou CBDs – Central Business Districts) que incluem as regiões: Berrini, Chácara Santo Antônio, Chucri Zaidan, Faria Lima, Itaim Bibi, JK, Marginal Pinheiros, Paulista, Pinheiros, Santo Amaro e Vila Olímpia. No total, estas 11 regiões registraram saldo negativo de 53.987 m² (absorção líquida) do período.


O estudo da SiiLA ainda mostra que, na análise apenas dos imóveis de alto padrão, (Classes A+ e A), a taxa de vacância (área vaga) das regiões CBDs fechou o terceiro trimestre de 2021 em 25,65%, um aumento de 1,8 pontos percentuais na comparação com o 2º trimestre. Dentro das regiões CBDs, há algumas com taxa de vacância ainda abaixo dos 12%, como é o caso da Faria Lima, que apresenta 11,93% da sua área vaga, e da Vila Olímpia, 11,67% e JK, com 11,07%.