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Economistas erram na pandemia e põem em xeque modelo de projeção

Folha de S.Paulo



Instituições e economistas do setor público e privado, no Brasil e em outros países, tiveram dificuldade em projetar o comportamento da economia neste segundo ano da pandemia de Covid-19.


Em 2020, a crise sanitária levou a uma surpresa negativa principalmente nos dados do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2021, a questão central foram os índices de preços, com uma inflação inesperada, também ligada à pandemia.


A crise sanitária provocou gargalos de fornecimento, alterações de preços de insumos e mudanças nas cestas e nos padrões de consumo que colocam em xeque os modelos de projeções utilizados por economistas e autoridades públicas.


Também levou governos a adotarem programas de estímulos em níveis nunca vistos nas últimas décadas, provocando distorções em decisões de investimento e poupança.


No final do ano passado, a expectativa geral era de um crescimento econômico mundial neste ano menor do que o estimado atualmente. O avanço da vacinação, mesmo que problemático em muitos países, e a reabertura de várias atividades mudaram esse panorama. Levaram a um otimismo no início do segundo semestre, que agora começa a ser parcialmente revertido.


O maior erro, no entanto, foi que praticamente ninguém esperava —nem os bancos centrais— uma volta tão forte e persistente da inflação. Nem a necessidade de reversão de diversas medidas de estímulo, inclusive com uma onda de aumento das taxas de juros em diversos países.


No caso brasileiro, tanto a inflação como a taxa básica de juros devem fechar o ano em um patamar que é praticamente o triplo do que era esperado no final do ano passado.

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