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Empresas voltam a devolver escritórios em SP e vacância aumenta

InfoMoney



A vacância média dos escritórios no país alcançou 25,2% no terceiro trimestre, de acordo com dados da SiiLA Brasil, plataforma de informações imobiliárias. O índice, 0,7 ponto porcentual superior à taxa do trimestre anterior, está acima do intervalo de 12% a 15% considerado saudável para o segmento.


A taxa de desocupação nacional é puxada principalmente pelo desempenho de São Paulo (SP), que responde por mais de 60% do volume de lajes corporativas do Brasil.


No segundo trimestre, a absorção líquida do estoque de escritórios na capital paulista – o saldo de metros quadrados ocupados menos o volume entregue – foi positiva em quase 9 mil metros quadrados, interrompendo uma sequência de quatro trimestres de taxas negativas. A aparente retomada, que acompanhava o avanço na vacinação contra a Covid-19, animou o segmento.


O terceiro trimestre, no entanto, trouxe notícias negativas para o setor, segundo Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil. Em entrevista ao Clube FII nesta quinta-feira (28), ele informou que a absorção líquida na capital paulista voltou a ser negativa em mais de 57 mil metros quadrados – o que significa que mais escritórios foram entregues do que locados.


O resultado no período é atribuído principalmente às devoluções feitas pelas empresas Novonor, antiga Odebrecht, e Uber, que está migrando para Osasco (SP).“Conversando com algumas empresas que estão devolvendo espaços, eles relatam que não projetam uma recuperação da economia em um curto espaço de tempo”, relatou Nicastro. “Com o futuro indefinido, as companhias estão adiando a volta para os escritórios. Não querem se amarrar a contratos mais longos”.


Regiões consideradas primárias para o segmento de lajes corporativas – como Vila Olímpia e as avenidas Brigadeiro Faria Lima, Juscelino Kubitschek e Paulista – apresentam vacância média na casa de 10% e seguem ocupadas por empresas de grande porte. De acordo com Nicastro, o grande problema são as empresas mais vulneráveis ao atual cenário econômico e que não têm o perfil de ocupante das regiões primárias.


“A região de Pinheiros e as avenidas Luís Carlos Berrini e Dr. Chucri Zaidan apresentam taxas de vacância acima de 20% e estão tendo um volume de devolução assustador”, afirmou Nicastro. “Em regiões mais alternativas, como Santo Amaro, a taxa chega a 50% e machuca o mercado como um todo”.


Na análise desde o início da pandemia, o comportamento do setor financeiro, que historicamente ocupa mais escritórios no Brasil, tem influenciado na vacância das lajes corporativas. A área ocupada pelo segmento diminuiu quase 12% entre o primeiro trimestre de 2020 e o terceiro trimestre de 2021.“O setor financeiro tem se adaptado bem ao home office e vem de trimestre a trimestre se acomodando e devolvendo andares. De uma forma geral, o movimento tem atrapalhado um pouco a dinâmica de escritórios”, disse Nicastro.


Diante do cenário turbulento na economia e na política, a SiiLA Brasil projeta a continuidade da vacância elevada nos escritórios em 2022. O início de recuperação do segmento só ocorreria em 2023, pelas projeções da plataforma.

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