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Escritórios planejam novos espaços para o modelo híbrido

Terra



Ficou para trás o tempo em que as mesas no trabalho eram personalizadas com fotos da família, canecas especiais, enfeites e artigos pessoais. Até os aparelhos de telefone estão com dias contados. Já pensando no retorno ao trabalho presencial - ou pelo menos, parte dele -, as empresas começam a adaptar seus espaços para a realidade que, tudo indica, será híbrida.


Isso inclui escalonamento das equipes, mesas coletivas, muito álcool em gel e novos hábitos e regras. Para sanar a dúvida entre entregar ou não o ponto físico, estratégias como diminuição da capacidade de pessoas, adaptação de estruturas e foco em espaços mais coletivos podem ajudar a repensar os escritórios e reduzir gastos.


De acordo com uma pesquisa realizada pela Robert Half, empresa global de consultoria de recursos humanos, desde o início da pandemia, 80% das posições trabalhadas pela marca eram 75% ou 100% remotas. Em 2019, apenas 5% tinham essa característica.


Dentro desse estudo, 61% dos trabalhadores entrevistados se identificam como 'homesteader', ou seja, que preferem o home office, 21% como 'office dweller', aqueles que adoram o clima do escritório, e outros 15% como 'coffee shop traveller', que são os que preferem trabalhar de outros lugares, como cafeterias, coworkings e ambientes diversos.


Nesse cenário, o diretor de serviços corporativos do Grupo Marista, Alexandre de Olim Cardoso, ressalta que o retorno ao trabalho presencial deve trazer algum atrativo ao colaborador. “Apesar das dificuldades do trabalho home office, quando voltarmos ao presencial, desafios como o deslocamento e tempo perdido no trajeto até o escritório serão pontos considerados pelo trabalhador. Por isso, o espaço físico deve ter algum diferencial que justifique a ida até lá, mesmo que somente em alguns dias da semana, já que a expectativa é de uma rotatividade de colaboradores e elaboração de escalas”, explica.


Na FTD Educação, editora de livros didáticos do Grupo Marista com sede em São Paulo, a solução encontrada foi reduzir o espaço físico e transformar o novo ambiente em um local descontraído e repaginado. “Nós tínhamos dois prédios disponíveis para nossa equipe, um deles alugado, com oito andares, e outro próprio, com três andares. Nosso plano de ação foi devolver o prédio alugado, que nos custava caro, e concentrar nossos postos de trabalho no ambiente próprio, agora adaptado para receber os colaboradores de forma escalonada”, conta o coordenador de infraestrutura predial da FTD, Paulo Pereira Júnior.

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