Receba nossa newsletter

 Instagram feed

Favela Llog vai aos locais onde o varejo formal não chega

Valor Econômico


A Favela Log, braço de logística da Favela Holding, que opera em 112 favelas e 12 bairros do Rio de Janeiro, atendendo empresas como Procter & Gamble (P&G) e Natura, vai ganhar escala. Os empreendedores Celso Athayde, fundador da Favela Holding, e Luciano Luft, um dos três acionistas da Luft Logistics, uniram esforços com o objetivo de ampliar o acesso dos moradores das favelas ao e-commerce e ao varejo formal que “não sobe o morro”. Convidado por Athayde, Luft passa a ser sócio, com 50%, da empresa, rebatizada de Favela Llog (com um “l” a mais) e que inaugura hoje a operação em São Paulo com a abertura de um centro de distribuição na favela de Paraisópolis.


Com operações até agora concentradas no Rio de Janeiro, a Favela Log sempre contou com a capilaridade da Central Única das Favelas (Cufa), parceiro social da Favela Holding, que está presente em mais de 5 mil comunidades espalhadas nos 26 Estados e no Distrito Federal. E foi essa potência que permitiu entregar mercadorias em comunidades de Norte a a Sul do país, nos grandes centros ou ribeirinhas, quilombolas, que chamou a atenção de Luft durante a pandemia da covid-19. “Eu já conheço o Celso Athayde há muitos anos, mas essa parceria me fez perceber a capacidade de dar escala e vencer esse desafio de garantir o acesso da população das favelas a um mercado do qual muitas vezes eles ficam de fora simplesmente porque as empresas não entregam nas suas casas”, diz Luft.


Segundo Athayde, o foco da Favela Llog será o modelo que funcionou na pandemia e na ajuda aos atingidos pela seca na Bahia, que é fazer a entrega na “última milha” da logística. Por isso, a empresa estima que pode ter como clientes grandes empresas de e-commerce e logística, como DHL e Mercado Livre, além da própria Luft, que não opera na ponta do consumidor, ou redes de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A Favela Log entra com a expertise de entregar produtos nas favelas e Luft com a experiência de gestão e tecnologia de distribuição de mercadorias. “Mas quem sabe como entregar nesses territórios são eles”, deixa claro o empresário. “Vamos operar com qualquer produto”, diz Athayde, confirmando que até fogão e geladeira podem ser entregues.


A Favela Log emprega cerca de 50 pessoas e Luft estima que a nova empresa pode ter 600 funcionários até o fim de 2023. Os empreendedores não falam em valores, nem do aporte feito por Luft, nem das expectativas de faturamento. A Favela Holding faturou R$ 178 milhões em 2021, enquanto a Luft é um empresa que fatura “por volta de R$ 1 bilhão por ano”. Ela opera na logística do agronegócio, farmacêutica e e-commerce (sem a ponta final), explica o sócio.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
INSCRIÇÕES ABERTAS.gif