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FedEx amplia o poder de entrega no Brasil

IstoÉ Dinheiro



Segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), os investimentos públicos e privados em transporte e logística devem alcançar R$ 248,3 bilhões até 2026. Para suprir as necessidades do setor e acabar com os gargalos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, a entidade estima que são necessários pelo menos R$ 150 bilhões anuais — o equivalente a 2,26% do PIB — ao longo de uma década inteira. Em 2020, foram destinados R$ 23 bilhões, ou 0,31% do PIB. Apesar dos desafios e dificuldades, é um setor atrativo e que está aquecido com atuação de grandes players do comércio digital, como Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre, que investem pesado para melhorar a experiência de entrega aos clientes. É nesse cenário que a gigante americana FedEx Express, maior empresa de entregas expressas do mundo, tem ampliado sua atuação no País, onde está desde 1989. “O Brasil é um mercado chave para a FedEx e tem um enorme potencial para o desenvolvimento da indústria de transporte e logística”, disse à DINHEIRO Luiz Vasconcelos, presidente da companhia no País, que vai assumir a operação na América Latina a partir de 1º de janeiro de 2022.


No curto prazo, a companhia tem aumentado a capacidade de sua operação brasileira para atender ao crescimento de demanda atual, impulsionada pelo boom do e-commerce. Segundo dados do Mastercard SpendingPulse, as vendas on-line registram expansão de 75% em 2020. De acordo com a Ebit Nielsen, no primeiro semestre deste ano houve crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, que já foi de escalada, com R$ 53,4 bilhões movimentados. “Esse mercado é uma de nossas prioridades operacionais”, afirmou o executivo brasileiro da companhia, que no ano fiscal 2021, encerrado em agosto, faturou globalmente US$ 84 bilhões (aumento de 21,4% em relação ao período anterior), com lucro líquido de US$ 5,23 bilhões (+305%).


Para absorver os pedidos no Brasil, a FedEx contratou mais de 400 veículos de coleta, entrega e transferência de carga para completar a frota de 2,9 mil veículos motorizados no País. Também criou posições pallets nos centros de distribuição e ampliou os dias e horários para o processamento de cargas e funcionamento dos nove hubs domésticos. Neste mês, mudou provisoriamente o modelo de avião (saiu Boeing 767-300 F e entrou o MD-11) para aumentar em 44% a capacidade de carga de seus voos na rota Memphis-Viracopos-Memphis. A alteração permite 52 toneladas de carga por voo. A empresa também iniciou processo de parcerias com companhias aéreas para embarcar produtos em voos diretos para seus destinos, sem escala no hub de Memphis. Foram adicionados embarques diretos do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para a França, e do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), para o México e Dallas (EUA). Estão nos planos as rotas Guarulhos-Frankfurt (Alemanha) e Guarulhos-New Jersey (EUA).


Nos últimos anos, os investimentos da companhia americana no País foram em infraestrutura ­— os valores não são revelados. No ano passado, inaugurou seu maior centro de distribuição da América Latina, em Cajamar (SP), com 50 mil m². Ainda no segundo semestre de 2020, instalou novos centros logísticos em regiões estratégicas de seis estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. E ampliou a filial carioca. “Com esses investimentos, adicionamos mais de 100 mil m² à nossa área operacional”, afirmou Vasconcelos.


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