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Fundo imobiliário oferece chance de ganho para 2023

Valor Econômico



O pior já passou, avaliam gestores de fundos imobiliários (FIIs) ouvidos pelo Valor. Com a sinalização pelo Banco Central (BC) de que o ciclo de alta da taxa básica pode terminar no terceiro trimestre, o segmento mostra uma tendência de estabilização após a forte queda vista entre 2020, no início da pandemia, e o fim de 2021, período em que o Índice de Fundos Imobiliários da B3 (Ifix) acumulou baixa de 14,6%.


Neste ano até 20 de junho, o Ifix, que acompanha a variação de um portfólio dos principais FIIs listados, apresenta leve alta de 0,23%. A análise mensal mostra que o referencial passou a ficar mais estável a partir de março, quando subiu 1,42%, com a sinalização do BC de que os aumentos na Selic estavam se aproximando do fim.


Entre abril e maio, o indicador manteve o passo e ganhou 1,19% e 0,26%, respectivamente. Com as altas conseguiu reverter o sinal negativo para um ganho acumulado em cinco meses de 0,56%. Em junho, no entanto, as pressões inflacionárias acima do esperado (que podem levar a autoridade a prolongar o ajuste de juros) voltaram a pesar no Ifix. Com isso, em 20 dias do mês, o referencial tem queda de 0,33%, mas se mantém no território positivo no acumulado do ano.


“O mercado vive um momento de atenuação dos fatores [que levaram às quedas de preços das cotas dos FIIs]”, afirma o sócio da Urca Capital, Leonardo Abrahão Nascimento. “O setor pode começar a voltar, gradualmente, aos melhores dias, se a tendência de redução da curva da inflação se confirmar.”


A perspectiva de uma reacomodação gradual do mercado abre oportunidade de entrada em algumas categorias de fundos imobiliários, segundo gestores. São os casos de shoppings centers e lajes comerciais para o investidor que busca ganho de capital em um horizonte de longo prazo. Ainda que os preços das cotas possam cair um pouco mais devido a uma eventual extensão do ciclo de aperto monetário, a maior parte da queda, provavelmente, ficou para trás.

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