DADOS E ANÁLISES DO MERCADO IMOBILIÁRIO COMERCIAL

As últimas notícias de escritórios, imóveis industriais e shopping centers

Receba nossa newsletter

 Instagram feed

Fundos captam recorde de R$ 206 bilhões com tração da renda fixa

Valor Econômico





A alta da Selic e alguma poupança precaucional dos investidores de maior poder aquisitivo levaram a uma captação recorde do setor de fundos de investimentos no primeiro semestre. Os ingressos foram liderados pelos portfólios de renda fixa, que receberam de janeiro a junho R$ 98,9 bilhões, e concentrados nas carteiras de baixa duração. O fluxo reverteu integralmente a saída líquida de R$ 91,6 bilhões em igual intervalo do ano passado, quando os mercados estavam fortemente impactados pela pandemia de covid-19. Mesmo com o ciclo de ajuste de juros, a diversificação tende a prosseguir, dizem gestores de recursos.


No conjunto, o setor atraiu R$ 206 bilhões, um incremento de mais de 1.700% em relação à captação líquida observada no mesmo período de 2020. Trata-se do maior volume para primeiros semestres da série compilada pela Anbima, associação que representa o mercado de capitais e de investimentos. O patrimônio alcançou ao fim de junho R$ 6,6 trilhões, com incremento de 19,5% em 12 meses.


Os multimercados receberam R$ 81,4 bilhões, com aumento de 110%. Já as carteiras de ações perderam ritmo, com captação de apenas R$ 3,2 bilhões, ante R$ 50,4 bilhões no primeiro semestre de 2020. Mas a estatística dessa classe teve impacto da amortização de um fundo de pensão no valor de R$ 43 bilhões, de um lado, e de outro houve alteração da classificação de um fundo de investimentos em participação (FIP),q ue reunia cerca de R$ 20 bilhões, para ações.


Com um dos menores percentuais em renda variável e baixa alocação no exterior, a busca por classes com potencial de rentabilidade maior tende a se aprofundar no Brasil, diz Mauricio Werneck, sócio da JGP. Com previsões de que a Selic estacionará entre 6% e 7% ao ano após o atual processo de ajuste, se o juro real ficar em 2,5%, 3% e o país mantiver alguma disciplina fiscal, ainda vai fomentar a migração para a bolsa. “Respeitando-se os soluços dos ciclos políticos, o cenário para a renda variável no longo prazo é ocupar um espaço maior nas carteiras”, afirma.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube