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Fundos imobiliários correm para substituir IGP-M

Valor Econômico



A aceleração do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que acumula alta de 33,83% em 12 meses, levou proprietários de imóveis e inquilinos a negociar a troca do indicador como referência no reajuste de contratos de aluguel pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Gestores seguiram o mesmo caminho e buscaram alternativas para evitar sustos na indústria de fundos imobiliários.


Antes mesmo de o deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) apresentar o projeto de lei que estabelece o uso do IPCA para corrigir os preços de aluguéis (PL 1026/2021), em março deste ano, profissionais já haviam antecipado os riscos que a alta do IGP-M poderia apresentar para o mercado. “Gestores viram a nuvem a quilômetros de distância e começaram a manobrar o avião. Se a nuvem realmente se transformar em chuva, acho que podemos ter problemas isolados, mas longe de comprometer os fundos e trazer prejuízos irreparáveis”, diz o analista-chefe de fundos imobiliários da Suno Research, Marcos Baroni.


Na mesma linha, Camila Almeida, sócia-fundadora da Habitat Capital, ressalta que, enquanto muitos investidores comemoraram a alta do IGP-M, o mercado passou a ver o fenômeno como um ponto de atenção. Isso porque, segundo a profissional, a escalada do indicador coloca em xeque o repasse total ao preço dos aluguéis e, nas poucas situações em que é feito, surge o risco de inadimplência, o que poderia provocar um aumento da taxa de vacância e comprometer os fundos imobiliários. "O IGP-M sempre foi usado no mercado imobiliário, mas, quando se fala de correção de aluguel, a variação do indexador muitas vezes está descolada da vida de quem sofre com o repasse”, avalia.


A distância entre o índice e a realidade da maioria dos brasileiros, motivo que despertou o debate sobre a troca de indexadores, pode ser compreendida pelo efeito do dólar. Isso porque o IGP-M é composto pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), cada um com peso de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

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