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Fusão de Aliansce Sonae e BR Malls pode ser maior ato de concentração no setor em décadas

Valor Econômico



Um eventual avanço na negociação para fusão entre Aliansce Sonae e BR Malls pode criar uma nova força no setor de shoppings no país já no curto prazo, focada especialmente na classe média brasileira. Um grande conglomerado de negócios no setor ampliaria os ganhos de escala e de eficiência, além do poder de negociação da empresa frente a lojistas.


Com Aliansce e BR Malls unidas, seria criado um negócio com as empresas sendo sócias de quase 60 empreendimentos, e mais de 10 mil lojistas, voltados especialmente para a classe B. Isso já pressionaria "players" concorrentes da companhia, como Ancar Ivanhoé ou o Grupo Saphyr, a considerarem parcerias ou associações para continuarem competitivos nesse mercado.


Isso porque esses acordos levam os shoppings a fecharem contratos de locação mais robustos com as varejistas, em vários empreendimentos ao mesmo tempo, numa espécie de "pacotão" de inaugurações futuras. As lojas acabam negociando investimentos em diferentes empreendimentos do mesmo grupo, porque passam a ter contratos mais vantajosos, o que aumenta a concentração de investimentos na companhia.


Além disso, uma associação entre elas mudaria o foco de atenção do mercado, no passado mais voltado para um acordo entre as grandes empresas de luxo do setor, como Iguatemi e Multiplan — algo que nunca evoluiu, apesar da boa relação entre os grupos. Nos últimos anos, o radar do setor já tem se voltado para possibilidade de concentração entre empresas que atendem especialmente a classe média — isso ganhou força depois que a Aliansce se uniu à Sonae Brasil, em 2019.

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