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Galpões crescem na esteira do ‘e-commerce’

Valor Econômico



Em um cenário em que empresas de comércio eletrônico têm a velocidade de entrega dos produtos como diferencial na disputa por clientes, cresce a necessidade por galpões, principalmente no entorno dos grandes centros consumidores, com destaque para o raio de 30 quilômetros da cidade de São Paulo. Com o aumento da procura, desenvolvedoras de galpões e investidores aceleraram investimentos para expandir portfólios. Há pelo menos R$ 6 bilhões em curso, no mercado, numa estimativa conservadora. Algumas empresas confirmam a expansão, mas não informam os valores.


A tendência é que o comércio eletrônico continue a crescer, nos próximos anos, gerando demanda por galpões tanto para centros de distribuição quanto para operações menores e próximas dos clientes, na avaliação do diretor do comitê de e-commerce da Associação Brasileira de Agentes Digitais (Abradi), Gustavo Chapchap. A expansão esperada baseia-se, segundo ele, nos novos consumidores, que passaram a fazer compras online na pandemia, na diminuição do fluxo de pessoas nos centros comerciais devido ao trabalho híbrido e ao consumo por parte da geração Z, nativa digitalmente.


Na primeira metade de 2021, a Log Commercial Properties teve recorde de novas contratações, chegando a 415,4 mil m2. A companhia vai entregar o adicional de 1,5 milhão de m2 de empreendimentos até 2024. Originalmente, a meta era adicionar 1 milhão de m2 ao seu portfólio, no período, total que já havia sido revisto para 1,4 milhão de m2. A Log prevê aportes de R$ 1,61 bilhão para o biênio 2021-22 - R$ 670 milhões, neste ano, e R$ 940 milhões no próximo.


A GLP - maior empresa do segmento de galpões com atuação no país - captou fundo de R$ 2,63 bilhões para investir em ativos de alto padrão no raio de 30 quilômetros da cidade de São Paulo. Do total, R$ 1,48 bilhão já foi desembolsado. Os aportes restantes serão feitos nos próximos quatro anos.

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