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Galpões logísticos: vacância cai, mas preço de locação é estável desde 2015

Fonte: GRI Club



Nos últimos dias 11, 12 e 13, foi realizado o GRI Industrial e Logística eSummit 2021, que reuniu virtualmente as principais lideranças do setor imobiliário. No encontro, foi discutida a atual situação dos imóveis que têm relação com serviços logísticos, assim como o futuro deste mercado, que está em alta no país.


Isso porque a vacância dos galpões logísticos no Brasil vem caindo expressivamente nos últimos anos. Segundo dados apresentados pela SiiLA Brasil durante o evento, a taxa era de 26,28% em 2017, de 20,56% em 2018, 18,37% em 2019, e passou para 14,07% em 2020. No início de 2021, há uma nova queda, para 13,05%.


Os executivos apontaram o crescimento do e-commerce como principal vetor para a redução da vacância. A atividade, que já vinha ganhando espaço nos últimos anos, foi estimulada pelo cenário de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19. Não por acaso, de janeiro de 2020 até março de 2021, o comércio eletrônico aumentou em 27% a sua ocupação nos galpões logísticos, ultrapassando 1 milhão de metros quadrados locados, segundo a SiiLA. Materiais de construção e decoração, por exemplo, apresentaram alta de 26% na demanda por espaços de armazenagem, mas ainda representam uma pequena fatia do mercado, com 342 mil m² locados.


Observando o aumento na procura por este tipo de ativo, fundos e players do setor imobiliário têm aumentado o investimento. Para 2021 e 2022, a SiiLA projeta a entrega de quase 5,2 milhões de m² de galpões logísticos, sendo aproximadamente 3,1 milhões de m² (61%) em São Paulo e 980 mil m² (19%) no Rio de Janeiro.


Para os líderes do setor, porém, 'nem tudo são flores'. Se o mercado de galpões logísticos têm convivido com uma baixa na vacância, por que o preço de locação segue estabilizado ao longo dos últimos anos? Segundo a SiiLA Brasil, desde 2015 a média segue na faixa dos R$ 19 por m², o que, se considerada a inflação, significa uma redução real de preço.

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