Receba nossa newsletter

 Instagram feed

Gestoras de fundos imobiliários apostam na diversificação da cesta de produtos

Valor Investe


Os fundos imobiliários (FIIs) vêm passando por mudanças significativas desde a pandemia. Em 2020, quando empreendimentos como shoppings e lajes corporativas sofreram devido às medidas restritivas, o Ifix (índice que acompanha o desempenho médio de uma carteira de fundos imobiliários) caiu mais de 10%. Em 2021, no entanto, com a presença mais forte de fundos de papel no índice, o Ifix encerrou o ano com uma queda mais sutil, de 2,29%. Agora, com inflação e juros altos, gestores apostam no formato híbrido desses produtos, que misturam investimentos em tijolo e papel e se preparam para aproveitar diferentes cenários.


Esse formato diverso da cesta que compõe o produto, segundo gestores, tem sido cada vez mais valorizado pelos investidores e apresenta uma evolução dentro desse mercado. O funcionamento é quase como um "multimercado" dos FIIs. Nele, gestores aplicam o patrimônio na construção ou exploração comercial de imóveis físicos (o chamado "investimento em tijolo"), além de comprar títulos atrelados ao mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e até mesmo em ações de empresas do mercado imobiliário (os chamados "investimentos em papel").


"Essa estratégia que estamos apostando é parecida [com os fundos multimercados]. É claro que é importante pensar que os produtos têm características diferentes, velocidades diferentes. No multimercado o gestor compra R$ 100 milhões em ativos hoje e vende R$ 100 milhões amanhã. No fundo imobiliário você não compra um prédio de R$ 100 milhões hoje e vende amanhã. Então o tempo é mais dilatado, o gestor pensa muito mais em grandes ciclos. Mas o legal é isso, trazer a capacidade do investidor de estar exposto a diferentes estratégias em um mesmo produto", afirma Brunno Bagnariolli, sócio e principal executivo da área imobiliária da Mauá Capital.


A RBR Asset também aposta na estratégia de diversificar as estratégias. Na casa, no entanto, isso também é feito por meio de fundos de fundos. "Nosso primeiro fundo faz a seleção dos melhores fundos de todos os setores, que têm empreendimentos corporativos, logísticos, em shoppings, investimento em crédito, em CRIs. Ele foi lançado em setembro de 2017. Lá atrás, a primeira oferta dele foi de R$ 60 milhões. E hoje é um fundo que tem um patrimônio líquido de R$ 1,2 bilhão", conta.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube