DADOS E ANÁLISES DO MERCADO IMOBILIÁRIO COMERCIAL

As últimas notícias de escritórios, imóveis industriais e shopping centers

Receba nossa newsletter

 Instagram feed

GTIS dribla pandemia, zera vacância em SP e cresce no RJ

Valor Econômico



Em um ambiente mais desafiador para o segmento de escritórios decorrente do isolamento social provocado pela pandemia de covid-19, a gestora de private equity GTIS Partners conseguiu manter seus inquilinos, na cidade de São Paulo, e assinou uma nova locação, nesta semana, no Rio de Janeiro. Na capital paulista, a gestora fechou duas contratações para expansões pontuais, na pandemia, e não tem vacância em seus prédios corporativos. Com o aluguel de 12 mil m2 (nove andares) para a Idomed, que faz parte do grupo Yduqs (ex-Estácio), a ocupação chega a 61% no mercado carioca.


“Se não fosse a pandemia e as condições de mercado do Rio, esperaríamos valores um pouco acima dos que fechamos”, conta a diretora-executiva da GTIS Brasil, Maristella Diniz. A faculdade de medicina Idomed vai ocupar, a partir do primeiro semestre de 2022, metade de uma das torres do empreendimento de padrão A+ Vista Guanabara, na Avenida Presidente Vargas. “Temos visto outros contratos relevantes também sendo fechados no Rio. Com a vacinação, o processo tende a avançar”, diz a executiva.


No mercado carioca, os setores que lideram a ocupação dos escritórios da GTIS são saúde, serviços financeiros e educação. O setor de óleo e gás responde por apenas 3% do total. “O mercado de energia e petróleo tem retomado. Vai haver tomada de espaço por inquilinos desses setores a partir de 2022”, afirma a diretora. Recentemente, um ocupante informou à gestora que irá devolver o espaço ocupado por ele, na capital fluminense, pois irá consolidar suas operações em outro empreendimento.


A GTIS possui 110 mil m2 de escritórios, no Rio, e 71 mil m2 em São Paulo. Sem informar quais têm sido os indicadores aplicados nas revisionais dos contratos, a executiva diz que a gestora vem fazendo as “negociações necessárias e razoáveis” para manter os inquilinos e entender a realidade de cada um. “As concessões não foram de valores”, ressalta. Na capital paulista, quase 60% dos inquilinos são dos setores financeiro e de tecnologia, menos afetados pela crise. Escritórios de advocacia também respondem por fatia relevante.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube