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HSI capta recursos para novo ciclo de aportes em escritórios e galpões

Valor Econômico



A Hemisfério Sul Investimentos (HSI) está iniciando seu novo ciclo de investimentos em ativos imobiliários, que terá entre suas prioridades apostas em “prédios-boutiques” de escritórios comerciais, localizados nas proximidades de estações de metrô e ciclovias da capital paulista, e galpões do entorno de grandes centros urbanos. Para dar suporte às investidas, a gestora tem em curso captação de fundo de US$ 500 milhões, que espera concluir até o início de 2022. “Considerando-se recursos de dívidas na mesma proporção, nosso poder de fogo chega a R$ 5 bilhões”, diz o sócio-fundador da HSI, Max Lima.


No próximo ano, os preços de ativos estarão mais atrativos para compra, na avaliação do sócio, devido aos juros mais elevados e ao cenário de incertezas, que trazem volatilidade ao mercado. “Os juros talvez cheguem a dois dígitos no fim do primeiro trimestre de 2022, e a tendência é que fiquem altos o ano inteiro. No meio do impeachment da Dilma [Rousseff], compramos ativos quando ninguém queria. Nossa postura é contracíclica”, diz Lima.


O sócio da HSI tem expectativa que haja menos participantes do mercado “capitalizados para fazer negócios” no próximo ano. Fundos de investimento imobiliário (FII), por exemplo, têm perdido recursos para aplicações de renda fixa. Investidores estrangeiros também estão mais cautelosos, destaca Lima, devido às turbulências do cenário político brasileiro. “A imagem do Brasil está muito ruim”, afirma.