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Itaú mira expansão no varejo com aquisição da Ideal


Valor Econômico

Até o início de outubro, o Itaú Unibanco estava proibido pelo Banco Central (BC) de fazer aquisições na área de investimentos por causa do acordo que tinha com a XP. Concluída a separação entre as duas instituições, o caminho ficou livre e ontem o banco anunciou a compra de outra corretora, a Ideal. Pagará R$ 651,3 milhões por 50,1% da companhia e, depois de cinco anos, pode adquirir a fatia remanescente, com o negócio como um todo avaliado em R$ 1,3 bilhão.

A Ideal Investimentos será a ponta de lança para o Itaú entrar em negócios que ainda não atuava, segundo Carlos Constantini, executivo-chefe da divisão de gestão de riqueza e serviços do banco. Como a corretora digital atendia principalmente o investidor institucional, em operações de alta frequência, o executivo não espera que haja alguma barreira à aprovação do negócio, seja pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), seja pelo BC, como ocorreu na transação com a XP.


É a primeira aquisição desde que Milton Maluhy assumiu o comando do Itaú, em fevereiro de 2021

“Não estamos comprando uma base de clientes [como foi no caso da XP]. A Ideal ainda vai fazer um movimento para construir o varejo. Estamos comprando conhecimento das pessoas e a tecnologia, não é comparável”, diz Constantini. “É mais a expectativa de construir um ‘business’ do que comprar um negócio e sair rodando.


”Foi o recente divórcio com a XP, com a cisão da participação do banco na empresa, que permitiu que o Itaú olhasse o seu entorno. “Vai ser um ano emocionante para se colocar as peças no tabuleiro. Não acho que vá ser de grandes aquisições, mas sob o nosso ponto de vista é uma oportunidade para observar a plataforma inteira e diferentes formas de servir o cliente onde o banco não está”, afirma o executivo.

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