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Leilão de títulos da construção na zona Sul de SP pode movimentar R$ 348 mi


Estadão

A Prefeitura de São Paulo recebeu hoje o sinal verde do Tribunal de Contas do Município (TCM) para realizar o leilão de Certificados de Potencial Construtivo (Cepacs) na Operação Urbana Água Espraiada – região que abarca trechos da Marginal Pinheiros, Berrini, Brooklin, Chucri Zaidan e Jabaquara. A notícia era muito esperada por incorporadores que querem fazer novos projetos na região, principal eixo de crescimento do mercado imobiliário paulistano. Ficou definido o valor de R$ 2.175 por Cepac, e a previsão é que sejam emitidos um total de 160 mil títulos, podendo movimentar R$ 348 milhões.


Os Cepacs são títulos que permitem às construtoras erguerem prédios acima dos limites estabelecidos por lei em cada bairro. Os recursos arrecadados pelos cofres públicos vão para obras de infraestrutura e mobilidade na região. Além das empresas de construção, os leilões também atraem investidores, que depois podem vender os Cepacs no mercado secundário, em Bolsa.


O leilão estava suspenso desde dezembro de 2020 devido a questionamentos sobre qual o valor correto para levar os títulos ao mercado. A proposta original da prefeitura era ofertar a R$ 1.450, mas o tribunal apontou falta de embasamento para esse valor. Foi então que o corpo técnico da corte sugeriu elevar o montante para R$ 2.175 (correção de 50%), algo mais próximo às negociações recentes em Bolsa. A prefeitura concordou.


O último leilão da Operação Urbana Água Espraiada aconteceu em 2012, quando os Cepacs foram negociados a R$ 1.282. Portanto, está confirmada uma alta de 70% desses títulos em uma década.

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