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Locação de condomínios logísticos segue em alta, apesar da pandemia

Movimentação positiva do setor no terceiro trimestre mostra resiliência do mercado e tendência de valorização dos galpões de alto padrão



De janeiro a setembro, mais de 900 mil m² de condomínios logísticos de classes A+ e A no Estado de São Paulo receberam novos inquilinos, segundo a plataforma de pesquisa imobiliária SiiLA Brasil. Este desempenho é superior ao do mesmo período de 2019, quando a absorção bruta somou 741.690 mil m² ao longo do 1º, 2º e 3º trimestres. Somente no terceiro trimestre de 2020, 310.592 m² de galpões de alto padrão foram ocupados por novos locatários no Estado, um crescimento de 51,2% quando comparado com o 3º trimestre de 2019.


Esse comportamento corrobora a previsão da SiiLA Brasil de que o mercado logístico seria extremamente resiliente em 2020 e iria se valorizar mesmo em meio à pandemia.


Outro dado que confirma isso é o saldo entre essas entradas e as saídas de inquilinos (absorção líquida), que no período entre julho e setembro ficou em 162,4 mil m² para os empreendimentos A+ e A de São Paulo. Interessante verificar que, no período, tanto a entrada mais expressiva quanto a saída mais relevante foram realizadas por empresas de material de construção e/ou decoração. Enquanto a Madeira Madeira se tornou inquilina de 21.289 m² do GLP Jundiaí III, a Sodimac saiu de 19.842 m² do Prologis Cajamar III, sendo esse mesmo espaço agora ocupado por uma expansão da Amazon no mesmo empreendimento.


Por conta das incertezas advindas da aceleração da pandemia de covid-19, o desempenho mostra que, após uma freada suave no segundo trimestre, o mercado voltou à marcha que vinha imprimindo de janeiro a março de 2020, sobretudo puxada pelo e-commerce e pelo varejo, além de alimentos, bebidas e fumo, que juntas somam 21,8% das absorções do período.


A desaceleração no trimestre anterior refletiu nos números de absorção líquida, que naquele período reduziu de 181,3 mil m² até março, para 45,1 mil m² entre abril e junho, elevando de 17,7% para 18,4% a vacância média do segmento de alto padrão. Agora, a taxa de espaços vagos recuou novamente para 17,2%, menor taxa desde o 3º trimestre de 2012.


Neste terceiro trimestre de 2020, 82.721 novos metros quadrados, todos de alto padrão, foram colocados à disposição do mercado paulista, elevando o estoque total a 7.822.422 m² (A+ e A). Vale ressaltar que mais de 33% do novo estoque foi entregue locado.


Cajamar se mantém forte


Com o maior estoque de condomínios logísticos de alto padrão de São Paulo, Cajamar possui hoje 1.557.953 m², e uma taxa de ocupação em 88,58% ao fim do 3º trimestre de 2020.


A região recebeu novos inquilinos durante o período, com a ampliação da Amazon no Prologis Cajamar III (19.842 m²) e do Mercado Livre no GLP Cajamar II (locou mais 14.418 m² do empreendimento, que ficou agora todo sob sua ocupação). A absorção líquida da região no terceiro trimestre fechou em 21.947 m². Em todas as regiões mapeadas pela SiiLA Brasil, Cajamar foi a terceira com maior número de locações do período, atrás apenas de Guarulhos, com 77.741 m², e, Jundiaí, com 23.222 m² de absorção bruta.


A performance das três regiões reflete a força logística de áreas estabelecidas num raio de 30 km da cidade de São Paulo, inclusive a concentração de absorções em Cajamar deve continuar acelerada, já que a região deve entregar até o final de 2022 quase 1.000.000 m² de condomínios de alto padrão.


Num raio de 60km, as regiões de Campinas e Atibaia, também tiveram bons desempenhos. Na primeira, os destaques foram as entradas da Marel (do segmento de alimentos, bebidas e fumo), da Ever Express, da MD Delivery e da Gran Cofee. Em Atibaia, quase 17 mil m² do condomínio Barão de Mauá foram alugados pela SMP Automotive (8.632 m²) e pela Viskase (8.023 m²), do setor de alimentos, bebidas e fumo.


Quase mais 150 mil m² no Brasil


De julho a setembro, 148 mil m² novos de condomínios logísticos de alto padrão foram entregues ao mercado nacional de galpões A+ e A. No período, a vacância média em todos os estados monitorados pela plataforma ficou em 17,17%, uma redução de 1,88 p.p. quando comparado ao período anterior. Este é o resultado de uma absorção bruta de 561.297 m² e um saldo líquido final de 350.431 m², entre entradas e saídas de empresas inquilinas.


Além dos 82.721 m² novos de São Paulo, houve inaugurações também no Rio Grande do Sul (41.180 m²); em Minas Gerais (18.254 m²); e no Espírito Santo (5.900 m²).


Enquanto em algumas regiões a vacância está abaixo de 10%, como Espírito Santo, que não possui espaços vagos em empreendimentos alto padrão e Santa Catarina com 4,28%, em Manaus, a taxa é de 47%. Muito por conta da pandemia, que dificultou a produção da Zona Franca pela falta de importação de alguns insumos, a capital amazonense foi a única região do País a registrar saldo líquido negativo no trimestre: -1.853 m².


A+, A e B


O Brasil inteiro possui 319 condomínios logísticos dentre as classificações A+, A e B. São 16.655.729 m², que ostentam 83,87% de taxa de ocupação e preço médio pedido de R$ 18,89 o metro quadrado.

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