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Lojistas de shopping migram para a rua em busca de custos menores


Valor Econômico

Um lojista do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, levou um susto ao receber este mês o boleto com a cobrança do aluguel, condomínio e fundo de promoção: R$ 115 mil. Detalhe: a loja dele tem apenas 50 m². O aluguel de um espaço comercial de 100 m² nas imediações, na rua, custaria R$ 12 mil. Essa comparação entre o custo do shopping e o custo da rua entrou de vez nas contas dos lojistas e parte deles tem migrado para os espaços abertos.

As satélites são lojas menores do que as âncoras, que costumam ser o chamariz dos empreendimentos. As cerca de 100 redes associadas à Ablos somavam quase 6.000 pontos antes da pandemia. Agora são 3.500.Se em um primeiro momento da pandemia, em 2020, com os shoppings fechados, as administradoras seguraram o reajuste anual e deram descontos sobre o aluguel, agora a realidade mudou. O reajuste pelo IGP-M está sendo repassado na sua integralidade, de acordo com o vencimento de cada contrato. "Dependendo da data-base, o reajuste acumulado em dois anos supera os 45%", afirma Francis.


Como resultado de uma negociação cada vez mais dura com as administradoras, parte dos donos de lojas satélites têm migrado dos shopping centers para as ruas, muitas vezes nas próprias imediações do antigo empreendimento, para aproveitar a clientela. É o caso da varejista de moda MOB, da franquia de podologia Doctor Feet e da rede de moda festa María Marques. A varejista de acessórios Morana analisa caso a caso, mas tem interesse em aumentar o seu mix com lojas de rua.

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