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Magazine Luiza chega à marca de 100 mil lojistas virtuais

Estadão



O Magazine Luiza chegou à marca de 100 mil lojistas virtuais. Além de comemorar a conquista, a empresa faz questão de destacar: “todos os nossos sellers (vendedores) são legalizados e emitem nota”, diz Leandro Soares, diretor de marketplace da companhia. A afirmação é uma alfinetada em alguns concorrentes que, na visão do Magalu, “não têm o mesmo comprometimento com o Brasil”.


Também é quase um desabafo. Na prática, o Magazine Luiza já poderia ter muito mais vendedores cadastrados se não buscasse se certificar da legalidade de todos eles, segundo Soares. A cada cinco lojistas que tentam se cadastrar para vender pela plataforma do Magalu, um já é descartado de cara por não atender às exigências de documentação da empresa. Os quatro que continuam no processo ainda passam por mais peneiras. De acordo com o executivo, a companhia checa não apenas se a empresa tem CNPJ, mas se o seu registro permite a venda dos produtos que o lojista busca cadastrar.


Há ainda uma empresa externa que escaneia os anúncios da plataforma, além de as próprias marcas serem chamadas a vistoriar os anúncios dos vendedores e sinalizar aqueles que vendem produtos sem licença. Além disso, as notas fiscais são conferidas em três campos para evitar um golpe famoso: quando o lojista envia a mesma nota para diferentes plataformas, pagando os tributos apenas uma vez. Segundo Soares, o diferencial do Magazine Luiza nesse processo de fiscalizar a venda de produtos ilegais ou falsificados é que os lojistas são banidos quando um anúncio do tipo é encontrado, enquanto em outras plataformas os anúncios são derrubados, os lojistas advertidos, mas – em muitos casos – demoram a ser banidos.


O líder do comércio eletrônico no Brasil, Mercado Livre, já apertou o seu cerco em relação a esse problema. A empresa divulgou seu primeiro relatório de transparência em maio deste ano dizendo que suspendeu pouco mais de 5% dos anúncios publicados em sua plataforma, no segundo semestre de 2020. Nesse relatório, o Mercado Livre mostrou mecanismos automatizados para achar voluntariamente os anúncios problemáticos, bem como o processo de chamar grandes marcas para participar da fiscalização. Antes da publicação do relatório, a companhia havia sido citada como destaque negativo em consulta pública da União Europeia, que gerou uma lista de empresas que devem ser observadas devido aos relatos de práticas inadequadas em relação à pirataria.

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