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Mercado de escritórios de alto padrão de SP reverte devoluções e fecha 2021 com mais áreas locadas



Da Redação

Empresas do setor financeiro lideram ranking de setores que mais alugaram área no último trimestre

Responsável pelo maior mercado de escritórios do Brasil de alto padrão, a cidade de São Paulo terminou o ano de 2021 com 25,15% de vacância nas principais regiões comerciais. Os dados são da SiiLA, multinacional de soluções de dados e análises para o mercado imobiliário comercial da América Latina, e mostram uma pequena queda na comparação com o trimestre anterior, quando a taxa estava em 25,94%.

No 4T21, a capital paulista registrou número maior de locações frente às devoluções do período, com saldo positivo de 26.6 mil m², destes um pouco mais de 8 mil m² foram locados por empresas do setor financeiro.


A região da Faria Lima foi a que apresentou a melhor performance, onde a taxa de ocupação que estava em 88,5% no terceiro trimestre de 2021, chegou ao final de 2021 perto de 95% de lajes ocupadas. Grandes empresas nacionais e multinacionais aparecem entre as principais tomadoras de área na região: Google, Shopee e BTG Pactual lideram a lista.


A região da JK também apresentou uma pequena queda na taxa de vacância, fechando o ano com a taxa em 10,43%. Ali, uma das principais locações foi a da XP Investimentos, que locou nova área no São Paulo Corporate Towers.


“O mercado de escritórios de alto padrão foi um dos que mais sofreu entre os imóveis comerciais durante os últimos dois anos de pandemia. Saímos de uma taxa de 15,95% registradas no 4º trimestre de 2019, e chegamos perto dos 26% no 3T de 2021. A pequena queda do 3º para o 4º trimestre de 2021 pode ser interpretada como um sinal de que, aos poucos, as atividades nos escritórios devem ser retomadas, assim como a sua ocupação”, comenta o CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro.


Brasil: taxa de vacância permanece acima dos 25% da área de escritório disponível


O impacto na ocupação dos escritórios nas cidades brasileiras monitoradas pela plataforma SiiLA permanece com alta na taxa de vacância, fechando o ano de 2021 em 25,58%.


Com estoque total de 13,7 milhões de m² de escritórios de classes A+, A e B, o monitoramento da SiiLA mostra que durante o ano de 2021 foram entregues mais de 313,6 mil m² de área deste tipo de imóvel. O último trimestre do ano apresentou saldo entre áreas locadas e devolvidas negativo, de -27,3 mil m².


O avanço da vacinação em todo o território nacional, havia sido recebido com esperança para o controle da pandemia e retorno massivo das atividades econômicas, sobretudo para os prédios corporativos de alto padrão. “No entanto, a chegada da variante Ômicron adiou mais uma vez os planos de retorno aos escritórios”, explica Nicastro.


“Além da pandemia, a alta dos juros, as taxas de desemprego, inflação e desaceleração econômica contribuíram para que parte do empresariado optasse por encerrar seus contratos de locação, resultado na absorção líquida negativa no período”, acrescenta.


Na esteira da cidade de São Paulo, as outras capitais monitoradas seguem com taxas de vacâncias consideradas altas, frente ao que o mercado considera como “desejável”, que seria perto dos 15%. Considerando o mercado geral (classes A+, A e B), o Rio de Janeiro apresentou uma taxa de vacância superior a 37%.


Curitiba está com 25% dos seus imóveis comerciais vazios; Porto Alegre com 34%. A capital brasileira, Brasília, que recebeu novo estoque no terceiro trimestre de 2021, registrou uma melhor performance na ocupação, tendo seus mais de 740 mil metros quadrados locáveis com 84% deles alugados. E Belo Horizonte manteve a taxa de vacância em 20,6%, sem receber novo estoque no período.



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