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Mercado de escritórios do Rio amarga mais um ano de desempenho ruim



O mercado de escritórios (classes A+, A e B) do Rio de Janeiro encerrou 2020 com uma taxa de vacância um pouco acima do registrado no início do mesmo ano. O indicador cravou 33,17% ante os 32,08% verificados no primeiro trimestre de 2020, segundo informações da plataforma de pesquisa imobiliária SiiLA Brasil.


O resultado do mercado de escritórios no Rio ainda espera a devolução da Caixa Econômica Federal, que ocupa cerca de 47 mil m² do Edifício Almirante Barroso, no Centro. A empresa pretendia devolver o escritório ainda em 2020, mas não foi autorizada a entregar o espaço em novembro porque não teria cumprido a exigência contratual de entregar o imóvel nas mesmas condições de infraestrutura que alugou, segundo comunicado ao mercado emitido pelo FII Edifício Almirante Barroso. A intenção da Caixa é de se mudar para apenas cerca de 10 mil m² no Aqwa Corporate.


A devolução da Caixa tem o poder de causar um impacto negativo enorme para o mercado do Rio. Basta lembrar que o segmento fechou o trimestre com saldo líquido de -9.666 m², sendo que a região mais prejudicada foi o Centro, cujo saldo líquido ficou negativo em 12.741 m² no quatro trimestre.


Segundo o monitoramento da SiiLA Brasil, foram poucas entradas, mas muitas saídas, em sua maioria de áreas bem reduzidas, de 800 m² ou até menos. “A maior parte das devoluções vistas no período foi de espaços que as empresas resolveram reduzir, preservando o endereço original da ocupação total. Devoluções por completo mesmo foram poucas”, afirma Giancarlo Nicastro, CEO da empresa.


A saída mais expressiva foi da Finep (agência pública que financia a inovação), que deixou 4.500 m² do Ventura Corporate. A Academia Nacional de Medicina (ANM), por sua vez, saiu de 2.130 m² do edifício Álvaro Cumplido de Sant'anna (no Centro).


Já a absorção bruta de espaços de escritórios da cidade foi bastante modesta no último trimestre do ano: apenas 16.318 m². Vale lembrar que a cidade não recebe estoque novo há mais de dois anos e as possibilidades foram jogadas apenas para 2022 e 2023, na região do Porto.


A principal ocupação foi feita pelo Grupo Soma (varejista), em 2.600 m² do Centro Empresarial Urca (na região da Orla). Outras movimentações de perfil semelhante aconteceram no período. A Stone Pagamentos, por exemplo, continua alugando mais andares do Passeio Corporate (Centro). Desta vez, foram mais 1.900 m². A TAG e a GSK locaram 1.500 m² cada, respectivamente no Ventura Corporate (Centro) e no Le Monde (Barra da Tijuca).


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