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Mercado de escritórios já vê cenário de retomada

Valor Econômico



Apesar da piora do cenário macroeconômico e das incertezas políticas, as locações de áreas de escritórios corporativos tendem a crescer, no próximo ano, ou pelo menos, se manter no patamar de 2021, no mercado paulistano, na avaliação de consultorias imobiliárias ouvidas pelo Valor.


Fintechs, empresas de comércio eletrônico, de tecnologia e de saúde estão entre as ocupantes que vêm se destacando nas contratações de aluguel de áreas.


Na região da Faria Lima - endereço mais cobiçado de escritórios em São Paulo -, espaços de qualidade estão mais escassos, e os valores pedidos começam a apresentar elevação. O presidente da SiiLA, Giancarlo Nicastro, cita que os edifícios de alto padrão Pátio Malzoni e B32, localizados na avenida de mais destaque no segmento, estão totalmente locados.


Nas estimativas de Nicastro, a absorção bruta - total de contratações - de escritórios pode crescer 15%, em 2022, no mercado paulistano, chegando a 500 mil m2. Há percepção pela maior parte do mercado de que o volume mais expressivo das devoluções de escritórios já ocorreu. Desde o início da pandemia de covid-19, o volume de espaços devolvidos cresceu devido ao trabalho remoto ou à crise enfrentada por muitas empresas por causa da piora da economia e da desaceleração de algumas atividades.


Nicastro avalia que, até o primeiro trimestre, ainda haverá impacto das devoluções programadas. “Mas, a partir do segundo trimestre, teremos absorção líquida positiva”, afirma. Como consequência do novo estoque, a vacância terá “leve alta”, segundo o presidente da SiiLA.

“Muitas empresas ainda buscam boas oportunidades em relação a preços. Quem quiser se movimentar a partir do segundo trimestre pagará caro e ficará mais longe”, diz Nicastro.

Com o avanço da vacinação, a ocupação efetiva dos escritórios alugados tem crescido, mas o ritmo da volta dos profissionais ao trabalho presencial dependerá de fatores como a ocorrência de novas variantes do coronavírus. No retorno ao trabalho, iniciado por parte das inquilinas e previsto por outra parcela, o modelo híbrido se mostra como opção predominante em empresas médias e grandes. Conforme a cultura das empresas e o tipo de trabalho de cada setor, o formato pode prever a maioria dos dias em casa ou no escritório.


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