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Mercado espera Selic de volta a 2 dígitos


Valor Econômico


Se no fim de 2021 as preocupações com a fraqueza da atividade econômica dominavam o debate sobre os rumos da política monetária, o início de 2022 traz novidades que apontam para um cenário com juros ainda mais altos e por um período prolongado. O vigor dos preços das commodities, as surpresas na inflação corrente, o risco fiscal, as expectativas de inflação que seguem desancoradas e o cenário externo mais desafiador geram um debate ainda mais intenso sobre o rumo dos juros.

Em levantamento realizado pelo Valor com 112 instituições financeiras e consultorias, é unânime a expectativa de que a taxa Selic será elevada nesta semana em 1,5 ponto percentual, e sairá, portanto, dos atuais 9,25% para 10,75% anuais, em linha com o sinalizado pelo próprio Comitê de Política Monetária (Copom) em dezembro. Será a primeira vez desde julho de 2017 que o juro básico voltará aos dois dígitos.


A pesquisa mostra ainda que houve avanço na mediana das estimativas do mercado para o juro básico projetado no fim do atual ciclo de aperto monetário. Antes da reunião de dezembro, a mediana das projeções indicava uma taxa básica de 11,75%. Agora, o ponto médio das estimativas subiu para 12% anuais.


“Desde a última reunião, o quadro de inflação continuou ruim e se formou um conjunto de riscos que atuam no sentido de mais juros”, argumenta o economista-chefe da Vinland Capital, Aurélio Bicalho, que projeta a Selic em 12,75% no fim do ciclo, que se daria em maio. Além do quadro doméstico de inflação e da incerteza sobre a trajetória das contas públicas, os sinais mais conservadores do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que tem acenado com um ciclo de alta de juros mais rápido nos Estados Unidos, tornam o cenário enfrentado pelo Copom mais desafiador, avalia.

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