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Mercados de proximidade e e-commerce levam indústria a adotar logística mais local

Ecommerce Brasil



Estar próximo do consumidor passou a ser estratégico para os varejistas. Além de o formato de mercados menores de vizinhança ter ganhado força nos últimos anos, as empresas têm visto essa capilaridade como uma forma de facilitar e baratear entregas de compras online. Tanto é que a indústria já dá passos em direção a essa tendência.


A Ambev anunciou em seu último balanço que já tem sete centros de distribuição urbanos (UDCs) em funcionamento, espalhados entre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. O objetivo da empresa é agilizar e baratear os processos de entregas de vendas digitais, tanto para os bares e restaurantes, por meio da plataforma BEEs, quanto para o consumidor final, por meio do Zé Delivery.


“Até o fim do ano teremos 14 operando. As obras estão em fase final e a expectativa é que sejam concluídas ainda em dezembro. Para 2022, seguiremos investindo nesse modelo e ampliando o número de unidades”, diz Paulo Zagman, vice-presidente de Logística da Ambev. Segundo ele, os centros de distribuição urbanos diminuem o custo unitário da entrega. “As UDCs possibilitam fazer mais entregas diárias, justamente por estarmos mais próximos dos nossos clientes e consumidores e por utilizarmos modais mais eficientes, principalmente nas entregas de baixo ‘drop size’ (tamanho do pedido)”, diz.


O sócio-diretor da Ilos — Instituto de Logística e Supply Chain, Maurício Lima, afirma que essa tendência observada na indústria não é uma substituição de grandes Centros de Distribuição (CDs) por espaços menores. Trata-se de acrescentar uma camada a mais de cobertura logística. As razões para esse movimento são diversas e começam com o crescimento dos comércios de proximidade, para o qual grandes redes varejistas de supermercado passaram a olhar.

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