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Negociação de aluguel com shopping fica mais difícil

Fonte: Valor Econômico




Responsáveis por cerca de 40% das lojas satélites nos shopping centers, perfazendo um total aproximado de 40 mil lojas no país, as franquias mantêm com o setor de shoppings uma relação de interesse mútuo. O crescimento de um beneficia o outro. Tanto que, com a eclosão da pandemia, que levou ao fechamento dos shoppings por três a quatro meses no ano passado, os franqueados conseguiram negociar alguma redução de custos, incluindo aluguel, condomínio e outras taxas com os administradores dos malls. Com o retorno do público, iniciado no último trimestre de 2020, contudo, as negociações para manter as mesmas condições ficaram mais difíceis, relatam marcas e analistas do setor.


A volta das restrições de mobilidade, a partir de março, em função do agravamento da pandemia, somada à queda de faturamento acumulada desde o ano passado, não deixam espaço para retomada dos custos nos níveis de pré-pandemia, argumentam os lojistas. Na maioria dos segmentos, a receita ainda está abaixo da obtida em 2019.


O ponto mais contestado é a manutenção do IGP-M como índice de reajuste dos aluguéis. Em nota divulgada em fevereiro, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) declarou que a decisão unilateral das administradoras de shopping centers de manter os reajustes indexados ao IGP-M/IGP-DI não condiz com a realidade econômica e desconsidera fatos como shoppings fechados, ou abertos com horário e fluxo de pessoas reduzidos. A situação agravou-se com novo fechamento de shoppings. Em meados de março, metade deles estava com portas cerradas.


“No ano passado, quando não tínhamos uma visão de até onde a pandemia iria, todos foram muito cuidadosos, foi um momento de apoio mútuo”, diz a consultora Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt. Fornecedores ajustaram a remuneração, enquanto shoppings e o mercado imobiliário como um todo foram compreensivos, reduzindo o aluguel. O ano terminou com perspectivas positivas para 2021, ante a retomada iniciada no últimos meses de 2020. “Não se contava com uma reprise piorada um ano depois”, afirma Bittencourt.


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