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No e-commerce, avanço virtual e bilionário

Valor Econômico



Os indicadores de mercado apontam um avanço robusto do e-commerce nas vendas do varejo. Enquanto o setor como um todo cresceu 6,7% no primeiro semestre do ano, nas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas dos varejistas pela internet avançaram 31% no mesmo período, somando R$ 53,4 bilhões, de acordo com a pesquisa Webshoppers divulgada em agosto deste ano pela E-bit/Nielsen. Se computadas as compras em lojas virtuais no exterior, que somaram R$ 9,6 bilhões, o total chega a R$ 63 bilhões.


No primeiro semestre de 2021, 6,2 milhões de consumidores realizaram pedidos pela primeira vez de forma digital. Foram feitas 100 milhões de encomendas, uma expansão de 7% em comparação com o mesmo período de 2020, com um tíquete médio 22% maior, de R$ 534. Em 2020, a E-bit/Nielsen calculou em 79,7 milhões os consumidores digitais no Brasil, que juntos realizaram compras no país de R$ 87,4 bilhões, total 41% superior ao registrado em 2019.


Em sites internacionais, os pedidos somaram R$ 22,7 bilhões, um crescimento de 76%. “A pandemia da covid-19 acelerou um processo de experimentação do comércio eletrônico que, até então, vinha ocorrendo de forma gradual”, diz Marcelo Osanai, líder de e-commerce da E-bit/Nielsen. Ele acredita que, no período pós-pandemia, possa até haver uma desaceleração no ritmo de expansão dos negócios eletrônicos, mas não o suficiente para reverter a tendência de crescimento constante do e-commerce. “As pessoas se acostumaram com a comodidade do varejo digital e agora fazem compras recorrentes, com valores maiores e em categorias de produtos que não eram usuais, como alimentos e artigos de pet shop”, afirma.


Líderes de importantes redes de varejo compartilham a percepção de evolução do mercado digital. “Esse é um caminho sem volta. O e-commerce vai dobrar de tamanho até 2025”, diz Roberto Fulcherberguer, presidente da Via (nova marca da Via Varejo, controladora das marcas Casas Bahia e Ponto Frio). Fernando Yunes, vice-presidente do Mercado Livre, segue a mesma linha: “Nossa expectativa é que o e-commerce, que hoje representa por volta de 10% das vendas totais do varejo, alcance algo como 20% em cinco anos”, diz. Estudo da Fundação Getulio Vargas com 745 empresas apurou que, no mês de junho, as vendas on-line, na média, alcançaram essa marca pontualmente, em função da pandemia.

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