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No Mercado Livre, vendas desaceleram no trimestre

Valor Econômico



Começam a aparecer dados mais claros de que a forte base de comparação do comércio eletrônico em 2020, e a reabertura das lojas após abril deste ano, podem reduzir as taxas de crescimento do digital nos grupos neste ano. As vendas totais que passam pela plataforma do Mercado Livre no Brasil avançaram 40% de abril a junho, em relação ao ano anterior, informou ontem a companhia - no primeiro trimestre, a alta foi de 92%.


O mercado deve acompanhar nos próximos dias o desempenho das plataformas de Magazine Luiza e Americanas, que publicam seus balanços no dia 12. Via divulga o seu no dia 11. “Já vínhamos reforçando esse aspecto meses atrás, era de se esperar. ‘Cravei’ que não cresceríamos no mesmo ritmo. Além da base muito forte por conta da pandemia, temos uma operação mais madura em relação ao restante [dos concorrentes]. Se sou duas vezes maior, crescer 40% em cima de um valor alto gera uma soma superior a de outras plataformas que crescem 80%, mas vendem menos que nós”, disse Stelleo Tolda, presidente do Mercado Livre no Brasil.


O grupo, com sede na Argentina, vende globalmente ao ano pouco menos de R$ 100 bilhões (US$ 20,9 bilhões), calculou o Valor com base no balanço de 2020. Cerca de metade vem do Brasil (isso inclui negócios entre pessoas físicas). O Magazine apurou, em vendas totais (GMV, da sigla em inglês), R$ 28,5 bilhões em 2020 e a Americanas, R$ 27,7 bilhões. Apesar dessa questão da base madura, analistas dizem que os grupos perseguem taxas altas, trimestre a trimestre, para gerar maior frequência e mais negócios em seus “marketplaces” (shoppings virtuais).


Tolda diz que a alta de 40% no GMV não deve preocupar o mercado. “Não dá para olhar um trimestre isolado. Nosso ritmo de crescimento trimestral em 2021 sobre 2019 é maior do que em comparações anuais pré-pandemia, ou seja, já descontando o efeito do ‘boom’ do ano passado”, diz o executivo.

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