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No modelo híbrido de trabalho, SulAmérica busca maximizar eficiência e engajamento

Época Negócios



Quando começou a pensar sobre o futuro do trabalho no pós-covid, a SulAmérica quis, primeiro, ouvir os funcionários. Contratou uma grande consultoria internacional para fazer pesquisas de opinião com as mais variadas áreas da empresa e entender qual modelo se adequa melhor a quais profissionais. Não foi surpresa ouvir que a imensa maioria (99%) dos colaboradores quer a flexibilidade do trabalho híbrido. A primeira conclusão foi a de que não há um modelo único para todos. Algumas equipes produzem melhor em home office, outras dependem da interação nos escritórios alguns dias por semana, e há aquelas que preferem o trabalho 100% presencial. Ao definir cada um deles, a busca da empresa é clara: maximizar eficiência operacional e engajamento dos funcionários.


“A gente já tinha muitos processos digitais para nossos clientes e colaboradores, antes da pandemia, 40% dos nossos colaboradores já trabalhavam remotamente. Já tínhamos a tecnologia e rituais de gestão remoto”, diz Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo, Sustentabilidade e Marketing. Ao longo da pandemia, isso só se acelerou. “Na pandemia, percebemos que dava para trabalhar ainda mais remotamente. Com diferenças entre as áreas, porém. Porque tem a natureza da atividade, o interesse dos funcionários e o grau de diferenciação dos processos.”


Segundo o modelo desenhado a partir da pesquisa, 30% dos cerca de 4 mil funcionários trabalharão com 90% a 100% de virtualização. Outros 40% terão maior dedicação ao trabalho remoto, mas até 2 dias por semana de trabalho presencial. Já 27% se dedicarão ao trabalho presencial, de 3 a 4 dias por semana; e 3% voltarão ao modelo presencial predominantemente.


Quem voltar aos escritórios, entretanto, não vai encontrar os mesmos espaços de antes. Os locais de trabalho serão reconfigurados, para permitir maior flexibilidade e mais espaços de interação. Os ambientes têm de abarcar tanto reuniões pequenas, entre duas ou três pessoas, até treinamentos maiores e a visita de clientes. Uma grande mudança é que ninguém mais terá mesa fixa na empresa. Todos terão um armário e poderão se sentar onde quiserem. “Isso gera mais interação, até entre áreas diferentes”, diz Patricia.

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