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O mercado de escritórios no pós-pandemia

Fonte: Valor Econômico


Por Mauro Lima, sócio da RB Capital Asset



A volta da ocupação dos escritórios, uma vez vencida a crise gerada pela covid-19, uma atenção especial e natural sobre como ela ocorrerá. A conjuntura enseja uma análise atenta e detalhada, com decisões que devem ser pautadas em um cenário de longo prazo, notadamente para evitar desperdício de dinheiro com mudanças que podem ser temporárias, mas com potenciais consequências de curto prazo para prejudicar a cadeia econômica dos setores imobiliários e financeiros.


No ano passado, alguns locatários e analistas falavam sobre a flexibilização para “home office” (tecnicamente, trabalho remoto) ou trabalho híbrido - lembro que no ano passado o home office era dado como certo; hoje, o modelo híbrido está em voga. Esses modelos não são novidade: têm sido analisados e praticados há pelo menos 25 anos - a primeira vez em que ouvi falar em trabalho remoto foi em 1996, em uma apresentação de arquitetos sobre escritórios inteligentes do futuro.


Riscos de segurança da informação devido às conexões domésticas, navegação em velocidade e volume de dados insatisfatórios, respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), ergometria e equipamentos (a maioria dos colaboradores não têm mobiliários, conexões ou computadores adequados), consumo de energia elétrica, entre outros fatores, deveriam ser pensados e precificados.


Relações trabalhistas também precisariam ser discutidas - estamos reclusos por questões pandêmicas temporárias, mas, quando a crise da covid-19 passar, o trabalho remoto precisará ser regulamentado e uma série de consequências financeiras, analisadas. Custos com obras de desmobilização para eventuais devoluções dos escritórios também devem ser pesados.


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