Receba nossa newsletter

 Instagram feed

O mercado imobiliário pode contribuir para a estrutura social das cidades



Folha de São Paulo


Por Claudio Bernardes, Engenheiro civil e presidente do Conselho do Sindicato da Habitação de São Paulo


Uma cidade é definida não apenas por um ambiente físico construído, cercado por edifícios de concreto, avenidas e viadutos, mas também por uma estrutura social vinculada às interações entre pessoas —e entre espaços e pessoas—, nas áreas urbanas. Dessa forma, o ambiente físico das cidades, e a forma como ele é produzido e operado, tem consequências significativas na formação de sua estrutura social.


Entretanto, é preciso ressaltar que as cidades, mesmo que construídas de forma idêntica, se diferenciariam umas das outras, pois o comportamento das pessoas está vinculado diretamente a costumes, tradições e sentimentos inerentes e transmitidos pela tradição. A cidade não é, em outras palavras, apenas um modelo físico de construção artificial. Ela está envolvida nos processos vitais das pessoas que a compõem e também é, por conseguinte, produto da natureza humana.


Por outro lado, reconhecer que as cidades têm efeitos importantes na vida das pessoas nos leva a compreender que a adoção de diferentes caminhos para sua construção, operação e funcionamento produzirá diferentes resultados na estrutura social dessas áreas urbanas. Assim, a conjunção do modelo de desenvolvimento físico da cidade, com as características culturais e comportamentais de sua população, constituirá a base de sua estrutura social.


Estamos falando sobre desenvolvimento, uso do solo, áreas verdes, infraestrutura urbana, transporte, adensamento e habitação. Aspectos fortemente relacionados com a estruturação da cidade e com o mercado imobiliário, setor econômico importante, que ajuda a materializar os espaços urbanos, utilizando os conceitos e os regramentos instituídos pelos planejadores.

  • LinkedIn
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
INSCRIÇÕES ABERTAS.gif